- O Vietnã superou a China como principal fabricante de tênis para marcas como Nike e Adidas.
- Essa mudança é impulsionada por tarifas comerciais e pela pandemia, que levaram a uma reavaliação das cadeias de suprimentos.
- Fábricas em Ho Chi Minh City produzem componentes essenciais, enquanto a produção na China diminui devido ao aumento das tarifas.
- Um acordo comercial entre os EUA e o Vietnã reduziu tarifas de 46% para 20%, beneficiando empresas do setor.
- O Vietnã se destaca como um novo centro de produção, desafiando a dependência histórica da indústria de calçados em relação à China.
HO CHI MINH CITY, Vietnã — A China, tradicionalmente a principal fabricante de tênis, está sendo superada pelo Vietnã, que se tornou a principal fonte de calçados para marcas como Nike e Adidas. O crescimento do Vietnã na indústria de tênis é impulsionado por tarifas comerciais e a pandemia, que forçaram uma reavaliação das cadeias de suprimentos.
As fábricas em torno de Ho Chi Minh City produzem componentes essenciais como solados de espuma e palmilhas, que são montados e enviados para o mundo. Apesar do domínio da China em matérias-primas, as marcas estão reduzindo a produção no país devido ao aumento das tarifas. A Nike, por exemplo, estima que as tarifas globais resultarão em US$ 1 bilhão em custos adicionais este ano.
Mudanças na Cadeia de Suprimentos
A mudança para o Vietnã não é nova, mas se intensificou após a pandemia de COVID-19. A China fechou suas fronteiras, revelando a dependência excessiva das empresas de calçados em relação ao país. Executivos do setor começaram a transferir recursos para o Vietnã, onde a mão de obra é mais acessível e a produção mais ágil.
Desde a década de 1970, a indústria de calçados se desloca pela Ásia em busca de custos mais baixos. O Vietnã, com uma população jovem e disposta a trabalhar, se destacou como um destino atraente. A abertura econômica do país nos anos 2000 começou a atrair a atenção das marcas, que buscavam diversificação.
O Futuro da Indústria
A crescente importância do Vietnã foi evidenciada em abril, quando um acordo comercial inicial entre os EUA e o Vietnã reduziu tarifas de 46% para 20%. Essa mudança trouxe alívio para empresas como Nike e Adidas, cujas ações reagiram negativamente às ameaças tarifárias.
A indústria de tênis, que historicamente dependia da China, agora se vê em um momento de transformação. Com a necessidade de agilidade e a busca por alternativas, o Vietnã se posiciona como um novo centro de produção, desafiando o status quo e moldando o futuro do setor.
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