- O Ibovespa alcançou novos recordes em 2025, fechando em 144.061 pontos, com alta de 0,36% no dia 16 de setembro.
- O índice acumula alta de 19,85% no ano, revertendo a queda de 2024.
- Metade dos gestores consultados pelo Bank of America acredita que o índice pode ultrapassar 150 mil pontos até o final do ano.
- A expectativa de cortes na taxa Selic e a valorização do real, projetada entre R$ 5,11 e R$ 5,40 por dólar, sustentam a confiança dos investidores.
- Apesar do otimismo, gestores permanecem atentos a riscos, como juros altos nos Estados Unidos e a força do dólar.
O Ibovespa alcançou novos recordes em 2025, encerrando a sessão de terça-feira, 16, com alta de 0,36%, aos 144.061 pontos. O índice também atingiu a máxima intraday de 144.584 pontos. Com um acumulado de 19,85% no ano, o desempenho já se aproxima do que foi registrado em 2023, revertendo a queda observada em 2024.
Gestores de fundos estão otimistas, com metade dos 33 consultados pelo Bank of America prevendo que o índice ultrapasse os 150 mil pontos até o final do ano. Em agosto, apenas 10% consideravam essa possibilidade. O LatAm Fund Manager Survey indica que o apetite por risco atingiu o nível mais alto desde 2021, enquanto as proteções contra quedas estão em mínimas históricas.
Expectativas de Juros e Câmbio
O nível médio de caixa dos gestores está em 6%, próximo da média histórica de 5,4%, sinalizando maior exposição à renda variável. A expectativa de cortes na taxa Selic, com uma possível redução em dezembro, está entre os fatores que sustentam essa confiança. O Bank of America projeta que a Selic deve ficar entre 14,5% e 15%.
Além disso, os gestores projetam uma valorização do real, com estimativas entre R$ 5,11 e R$ 5,40 por dólar até o fim de 2025, uma melhora em relação à faixa anterior de R$ 5,41 a R$ 5,70. Os setores de bancos e utilities continuam sendo os preferidos, enquanto commodities são vistas como menos atrativas.
Riscos e Oportunidades
Apesar do otimismo, os gestores permanecem atentos a riscos, como a possibilidade de juros mais altos nos Estados Unidos e a força do dólar. A expectativa é que o ruído em torno de tarifas comerciais sobre Brasil e México diminua, aliviando um risco que pesava sobre a região. No cenário regional, 61% dos gestores acreditam que o Brasil superará o México em desempenho nos próximos seis meses, um aumento em relação aos 35% do levantamento anterior.
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