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Investidores ajustam estratégias com Selic mantida em 15% ao ano

Copom mantém Selic em 15% ao ano, enquanto especialistas recomendam diversificação entre renda fixa e ações em busca de melhores retornos

Foto: Reprodução
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano em 17 de outubro.
  • Especialistas discutem estratégias de investimento em renda fixa, ações e fundos imobiliários.
  • Para renda fixa, Andressa Bergamo, da AVG Capital, recomenda o Tesouro Selic para curto prazo e o Tesouro IPCA+ para longo prazo.
  • No mercado de ações, Leonardo Santana, da Top Gain, sugere cautela e foco em empresas consolidadas, como Sabesp e Eletrobras.
  • A manutenção da Selic ocorre em um contexto de cortes de juros nos Estados Unidos, o que pode atrair investidores para o Brasil.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira, 17 de outubro. A decisão reacende discussões sobre estratégias de investimento em um cenário de juros altos, mas com perspectivas de cortes no futuro. Especialistas analisam as melhores alocações em renda fixa, ações e fundos imobiliários.

Na renda fixa, a escolha dos indexadores é crucial. Andressa Bergamo, da AVG Capital, recomenda priorizar o Tesouro Selic para investimentos de curto prazo. Para aplicações entre dois e três anos, o Tesouro Prefixado é indicado, enquanto o Tesouro IPCA+ é a melhor opção para o longo prazo. Gabriel Santos, da Bloxs, destaca a importância de manter títulos IPCA+ para garantir ganhos reais.

No crédito privado, a análise da saúde financeira dos emissores é essencial. Otávio Faria, da Eleven, alerta que há poucos ativos com bom retorno em relação aos títulos públicos. Vitor Duarte, da Suno Asset, sugere focar em CRIs e CRAs de grandes empresas, além de LCIs e LCAs, que têm a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Ações e Fundos Imobiliários

O Ibovespa continua a apresentar oportunidades, mesmo após recentes recordes. Leonardo Santana, da Top Gain, recomenda cautela, sugerindo foco em ações de empresas consolidadas, como Sabesp e Eletrobras. Setores cíclicos, como varejo e construção civil, também podem oferecer potencial de valorização.

Nos fundos imobiliários, os FIIs de tijolo enfrentam pressão devido à Selic alta, enquanto os de papel se beneficiam. Marcelo Aoki, da Catálise, explica que a dinâmica dos fundos de papel é diferente, pois eles tendem a entregar rendimentos mais elevados em cenários de juros altos. Marcos Baroni, da Suno Research, observa que a expectativa de cortes futuros na Selic pode trazer otimismo para os FIIs de tijolo.

Cenário Internacional

A manutenção da Selic no Brasil ocorre em um contexto de cortes de juros nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve reduziu sua taxa em 0,25 ponto percentual. Essa divergência nas políticas monetárias pode atrair investidores para o Brasil em busca de retornos mais altos. O dólar também apresentou queda, cotado a R$ 5,29, refletindo o enfraquecimento da moeda americana.

Com a Selic projetada para cair nos próximos anos, as expectativas são de que isso impulsione o mercado de ações. A diversificação entre renda fixa e variável é recomendada, aproveitando as altas taxas de juros enquanto se antecipa um cenário de desinflação.

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