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Argentina intervém no câmbio e vende US$ 53 milhões para conter alta do dólar

Banco Central da Argentina enfrenta pressão econômica e risco-país atinge o maior nível em um ano, complicando a situação do governo Milei

Presidente argentino Javier Milei em evento público (Foto: Reprodução)
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  • O Banco Central da Argentina vendeu US$ 53 milhões para conter a alta do dólar, que ultrapassou o teto da banda cambial.
  • Essa foi a primeira intervenção desde a adoção do regime de banda cambial em abril, após um pacote de socorro de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
  • O dólar foi negociado a 1.474,50 pesos, próximo ao limite superior da banda, que se ajusta em 1% ao mês.
  • A intervenção ocorre em meio a crescente pressão econômica sobre o governo do presidente Javier Milei, que enfrenta queda na popularidade.
  • O risco-país superou 1.300 pontos, o maior nível em um ano, e novas intervenções no câmbio são consideradas prováveis por analistas.

O Banco Central da Argentina interveio no mercado cambial nesta quarta-feira, 17 de setembro, vendendo US$ 53 milhões para conter a alta do dólar, que ultrapassou o teto da banda cambial. Essa ação marca a primeira intervenção desde a adoção do regime de banda cambial em abril, após um pacote de socorro de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A intervenção ocorreu em um contexto de crescente pressão econômica sobre o governo do presidente Javier Milei, que enfrenta uma queda na popularidade. O dólar foi negociado a 1.474,50 pesos, próximo ao limite superior da banda, que se ajusta em 1% ao mês. O Banco Central contestou a interpretação de que o teto foi rompido, alegando que utiliza taxas com menos casas decimais para aferir as cotações.

Nos últimos meses, o governo Milei havia utilizado outras estratégias, como operações no mercado futuro e aumento de depósitos compulsórios, para controlar a taxa de câmbio. Contudo, a necessidade de intervir diretamente reflete a deterioração dos indicadores econômicos e a crescente insatisfação popular. O risco-país superou 1.300 pontos, atingindo o maior nível em um ano.

Desafios Políticos

A situação se agrava com a proximidade das eleições parlamentares em 26 de outubro, quando Milei busca fortalecer sua base no Congresso. A rejeição de vetos presidenciais a projetos que aumentariam gastos em saúde e educação representa um revés significativo. A desaprovação do presidente atingiu níveis recordes, complicando ainda mais sua posição política.

Analistas acreditam que novas intervenções no câmbio são prováveis, dado o cenário de alta pressão no mercado. Alejandro Cuadrado, estrategista do BBVA, afirmou que o governo precisa agir rapidamente para estabilizar a economia. A defesa do peso pode ser custosa, considerando as reservas líquidas do Banco Central, que estão em níveis críticos.

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