- O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, reduzindo-a para a faixa de 4% a 4,25% ao ano.
- Esta é a primeira redução desde dezembro de 2025, após cinco reuniões sem alterações.
- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil decidiu manter a Selic em 15% ao ano, destacando a necessidade de uma política monetária restritiva.
- A decisão do Fed levou o Ibovespa a fechar em alta de 1,06%, alcançando 145.593,63 pontos.
- A Câmara dos Deputados aprovou urgência para um projeto de anistia a envolvidos em atos antidemocráticos, que ainda não tem consenso sobre o texto.
Os mercados financeiros reagem a importantes decisões de política monetária nesta quinta-feira, 18 de setembro. O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, reduzindo-a para a faixa de 4% a 4,25% ao ano. Este é o primeiro corte desde dezembro de 2025, após cinco reuniões consecutivas sem alterações. O diretor Stephen Miran foi o único a votar por um corte mais agressivo de 0,50 ponto percentual. O Fed também sinalizou a possibilidade de mais dois cortes até o final do ano.
Enquanto isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil decidiu manter a Selic em 15% ao ano, reiterando a necessidade de uma política monetária restritiva. O comunicado do Banco Central destacou que a inflação ainda está distante da meta e que a atividade econômica e o mercado de trabalho permanecem aquecidos. Essa decisão já era esperada pelo mercado e reflete a cautela em relação à estabilidade econômica.
Reações do Mercado
A decisão do Fed impulsionou o Ibovespa, que fechou em alta de 1,06%, alcançando 145.593,63 pontos. O índice chegou a atingir a máxima de 146.330,90 pontos durante o pregão, renovando recordes históricos. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,301, com leve alta de 0,06%. Os juros futuros também apresentaram recuo em toda a curva, sinalizando otimismo entre os investidores.
No cenário político, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para um projeto de anistia a envolvidos em atos antidemocráticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta, que ainda não tem consenso sobre o texto a ser analisado, foi vista como um gesto do presidente da Câmara, Hugo Motta, aos apoiadores de Bolsonaro. O governo Lula já sinalizou que vetará qualquer projeto de anistia que chegue à sanção.
Expectativas Econômicas
A agenda econômica de hoje inclui a divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA, que será um indicador importante da saúde do mercado de trabalho. Na Europa, o Banco da Inglaterra deve manter suas taxas de juros em 4%, refletindo um cenário inflacionário elevado. No Brasil, a agenda está esvaziada, sem indicadores relevantes previstos para o dia.
Esses eventos estão moldando um ambiente de incerteza e expectativa nos mercados, com investidores atentos às próximas movimentações tanto na política quanto na economia.
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