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Professor discute se fundos imobiliários maiores garantem melhores resultados

Professor da USP alerta que a gestão dos fundos imobiliários pode ser afetada pela escala e destaca a necessidade de gestores qualificados no Brasil

Foto: Reprodução
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  • Os fundos imobiliários (FIIs) no Brasil estão crescendo, mas a eficiência da gestão é debatida.
  • O professor da Universidade de São Paulo (USP), João da Rocha Lima, afirma que a escala dos FIIs pode afetar a administração dos ativos.
  • Ele compara os FIIs brasileiros com os Real Estate Investment Trusts (REITs) dos Estados Unidos, destacando que a gestão de grandes portfólios pode ser generalista.
  • Rocha Lima menciona que a qualidade dos gestores é fundamental, com mais de 200 gestoras atuando no Brasil, mas apenas cerca de 115 com patrimônio acima de R$ 300 milhões.
  • O professor acredita que uma “seleção natural” ocorrerá, levando à consolidação de gestoras mais qualificadas no mercado.

Os fundos imobiliários (FIIs) no Brasil estão em ascensão, mas a eficiência de sua gestão é um tema controverso. O professor da USP e sócio do grupo Unitas, João da Rocha Lima, destaca que a escala dos FIIs pode comprometer a eficácia na administração dos ativos. Em artigo recente, ele comparou o mercado brasileiro com os Real Estate Investment Trusts (REITs) dos Estados Unidos, ressaltando que, embora a liquidez seja uma vantagem, a gestão de grandes portfólios pode resultar em uma abordagem generalista.

Rocha Lima observa que os REITs são significativamente maiores que os FIIs brasileiros, o que gera desafios na administração. “Um portfólio diluído permite explorar melhor as curvas de valor do real estate”, explica. Ele argumenta que grandes fundos tendem a concentrar investimentos em ativos de maior escala, limitando a flexibilidade para aproveitar oportunidades em propriedades menores, que geralmente apresentam maior liquidez e preços mais atrativos.

Importância da Gestão

Além da questão da escala, a qualidade dos gestores é crucial. Atualmente, mais de 200 gestoras operam no Brasil, mas esse número cai para cerca de 115 quando se considera um patrimônio mínimo de R$ 300 milhões. Rocha Lima enfatiza que, apesar da diversidade ser benéfica, nem todas as gestoras estão preparadas para lidar com as diferentes fases do ciclo imobiliário nas diversas regiões do país.

Ele acredita que uma “seleção natural” ocorrerá no mercado, semelhante ao que já aconteceu nos Estados Unidos, resultando na consolidação de gestoras mais qualificadas. O professor ressalta que, em um país continental como o Brasil, a capacidade de identificar ciclos imobiliários regionais é fundamental para o sucesso na gestão de FIIs.

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