- O Brasil está avaliando anunciar um investimento no Fundo de Florestas Tropicais (TFFF) durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova York.
- O anúncio pode ocorrer na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 23 de setembro.
- O investimento pode gerar R$ 7 bilhões se o desmatamento no país for zerado.
- O TFFF visa atrair investimentos para a preservação de florestas tropicais e já conta com o interesse de países como Alemanha, Noruega e Reino Unido.
- Para o fundo funcionar, o Brasil precisa garantir compromissos de investimento que totalizem até US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 132 bilhões).
O Brasil está avaliando a possibilidade de se tornar o primeiro país a anunciar um investimento no TFFF (Fundo de Florestas Tropicais) durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova York. O anúncio pode ocorrer na Assembleia-Geral da ONU, marcada para o dia 23 de setembro, e tem o potencial de gerar R$ 7 bilhões caso o desmatamento no país seja zerado.
O TFFF foi idealizado pelo Brasil como um mecanismo de financiamento que visa atrair investimentos para a preservação de florestas tropicais. Até o momento, Alemanha, Noruega e Reino Unido estão entre os países que demonstraram interesse em participar. A China também sinalizou apoio, embora de forma menos assertiva. O fundo funcionará como um investimento comum, onde os investidores, incluindo países e entidades privadas, receberão parte dos lucros, revertendo uma fração para nações que cumprirem requisitos de preservação.
Para que o TFFF se torne uma realidade, é necessário que o Brasil consiga compromissos de investimento que somem até US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 132 bilhões). O governo espera que, até a COP30, que ocorrerá em novembro, os compromissos já permitam o início das operações do fundo. A expectativa é que esse montante inicial possibilite a mobilização de até R$ 100 bilhões no mercado financeiro.
O investimento no TFFF terá um horizonte de 40 anos, com rendimentos anuais. Os países que participarem precisarão atender a critérios rigorosos, como manter a taxa de desmatamento abaixo de 0,5% e destinar parte dos recursos a povos indígenas. O não cumprimento das exigências pode resultar em inelegibilidade ou punições, incluindo a suspensão de pagamentos.
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