- A Timbro se tornou a maior importadora de aeronaves do Brasil em 2024, com 60% das operações focadas em aeronaves usadas.
- A demanda por aeronaves usadas aumentou devido às longas filas de espera para novos modelos, que podem chegar a três anos.
- A empresa importou 105 aeronaves em 2024, representando 25% do total de importações de aeronaves no Brasil.
- O agronegócio é o principal cliente da Timbro, que também atende construtoras e instituições financeiras.
- A empresa está se preparando para o mercado de aeronaves elétricas, considerando essa tecnologia como um caminho sem volta.
A Timbro se destacou como a maior importadora de aeronaves do Brasil em 2024, com 60% de suas operações focadas em aeronaves usadas. O aumento na demanda por esses modelos é impulsionado pelas longas filas de espera para a entrega de novas aeronaves, que podem chegar a três anos. Pedro Ferreira, head de aviação da Timbro, afirmou que o cenário atual é o mais crítico desde o final dos anos 1980.
A escassez de aeronaves novas impacta toda a cadeia do setor, incluindo o aftermarket, onde a falta de peças se torna um desafio. Ferreira destacou que compradores estão dispostos a pagar o preço de um modelo novo para evitar a espera, o que mantém os preços das aeronaves usadas elevados. Essa situação é refletida na proporção de importações da Timbro, que trouxe 105 aeronaves em 2024, representando 25% do total de aeronaves importadas pelo Brasil.
Crescimento do Setor
Os Estados Unidos continuam sendo a principal origem das aeronaves importadas, mas a Timbro também busca modelos na Europa, Nova Zelândia e África do Sul. O agronegócio é o principal segmento de clientes, mas a empresa também atende construtoras e instituições financeiras. Ferreira observou que novos entrantes no mercado de aviação executiva estão adquirindo aeronaves após experimentarem fretamentos durante a pandemia.
A volatilidade cambial adiciona complexidade ao cenário, com clientes enfrentando variações de preços até a entrega final. A Timbro mantém operações estáveis, mesmo diante de incertezas sobre tarifas comerciais. O segmento de helicópteros representa 10% do negócio da empresa, que também observa um crescimento nesse setor.
Futuro das Aeronaves Elétricas
A Timbro está atenta ao desenvolvimento de aeronaves elétricas, considerando essa tecnologia como um caminho sem volta. Ferreira ressaltou a necessidade de regulamentação e adequação da infraestrutura aérea antes da comercialização. A empresa se prepara para entrar nesse mercado assim que as aeronaves elétricas se tornem viáveis, o que pode transformar a aviação executiva nos próximos anos.
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