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Banco Central mantém Selic em 15% para controlar inflação, revela ata do Copom

Banco Central mantém taxa Selic em 15% ao ano para controlar inflação, que continua acima da meta de 3%, sem previsão de cortes futuros

Nova composição do Copom com Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central (Foto: Reprodução)
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  • O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano, conforme divulgado na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) em 23 de outubro.
  • Essa é a maior taxa desde 2006 e a decisão visa controlar a inflação, que está acima da meta de 3%.
  • O Copom afirmou que a Selic será mantida nesse nível por um “período bastante prolongado”, sem previsão de cortes, apesar de algumas melhorias nas expectativas inflacionárias.
  • A inflação de serviços continua resistente, enquanto a de bens apresenta uma dinâmica mais favorável. As expectativas de inflação para 2025 e 2026 estão acima da meta, com projeções de 4,83% e 4,29%, respectivamente.
  • O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 4 e 5 de novembro.

O Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, conforme divulgado na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta terça-feira, 23 de outubro. Essa é a maior taxa desde 2006 e a decisão visa controlar a inflação, que permanece acima da meta de 3%.

Na ata, o Copom reafirmou que a Selic será mantida em seu nível atual por um “período bastante prolongado”, sem perspectivas de cortes, mesmo diante de algumas melhorias nas expectativas inflacionárias. Economistas destacam que a postura do Banco Central reflete a necessidade de cautela em um cenário econômico marcado por incertezas.

O comunicado enfatiza que a política monetária deve ser significativamente contracionista para assegurar a convergência da inflação à meta. O Copom observou que, apesar da desaceleração econômica, a resiliência da atividade econômica e as pressões no mercado de trabalho exigem uma abordagem rigorosa.

Cenário Econômico

O Banco Central também avaliou que a inflação de serviços continua a apresentar resistência, enquanto a inflação de bens mostra uma dinâmica mais favorável. As expectativas de inflação para 2025 e 2026 estão acima da meta, com projeções de 4,83% e 4,29%, respectivamente. O Copom destacou que a desancoragem das expectativas é um fator preocupante, aumentando o custo da desinflação.

Além disso, o cenário externo, com o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) dos EUA, pode influenciar a economia brasileira. O comitê está atento a como essas condições externas impactam a inflação interna e o câmbio.

Expectativas Futuras

O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 4 e 5 de novembro. O Banco Central reiterou a importância de uma política fiscal que contribua para a redução do prêmio de risco, essencial para a estabilidade econômica. A combinação de incertezas sobre reformas e a sustentabilidade da dívida pública são fatores que podem elevar a taxa de juros neutra, impactando a eficácia da política monetária.

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