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Desemprego mantém mínima histórica em agosto

Taxa de desemprego no Brasil fica 5,6% em agosto, repetindo a mínima histórica alcançada em julho

Dênio Simões/Agência Brasília
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  • A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em agosto, repetindo a mínima histórica alcançada em julho.
  • A desocupação atingiu 6,084 milhões de pessoas, o menor número já registrado.
  • O número de pessoas ocupadas chegou a 102,4 milhões, com um recorde de 39,1 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado.
  • A subutilização da força de trabalho ficou em 14,1%, a menor desde 2012.
  • A taxa de informalidade aumentou para 38%, com 38,9 milhões de pessoas trabalhando sem registro.

A taxa de desemprego no Brasil manteve-se estável em 5,6% em agosto, repetindo a mínima histórica alcançada em julho. Essa estabilidade reflete uma tendência de queda que tem sido observada nos últimos trimestres. Em julho, a taxa de desocupação já havia atingido o menor nível da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

A desocupação atingiu 6,084 milhões de pessoas, o menor número já registrado. O número de pessoas ocupadas chegou a 102,4 milhões, com um recorde de 39,1 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado. A subutilização da força de trabalho ficou em 14,1%, a menor desde 2012, enquanto a taxa de informalidade aumentou para 38%.

Aumento no Número de Empregados com Carteira Assinada

O número de empregados com carteira assinada no setor privado bateu recorde, alcançando 39,1 milhões. Esse aumento representa um crescimento de 3,3% em relação ao trimestre anterior, com mais 1,2 milhão de pessoas assinando a carteira em 2025.

Subutilização da Força de Trabalho

A taxa composta de subutilização ficou em 14,1%, repetindo a mais baixa da série histórica. O número representa um recuo de 8 pontos percentuais frente ao trimestre anterior e 1,9 pontos percentuais ante o mesmo período de 2024.

Desalentados Registram Recuo

O percentual de desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego, caiu 0,2 pontos percentuais no trimestre e recuou 0,4 pontos percentuais no ano. Isso indica que o mercado de trabalho está conseguindo absorver rapidamente esse contingente, uma vez que a taxa de desocupação segue caindo.

Informalidade em Alta

A taxa de informalidade atingiu 38% da população ocupada, ou 38,9 milhões, ante 37,8% no trimestre anterior. O aumento foi puxado pelos trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que chegaram a 19,1 milhões, alta de 1,9% em relação ao trimestre até maio e de 2,9% na comparação com 2024.

Esse movimento indica que muitas pessoas no país estão optando pelo trabalho autônomo, geralmente em comércio e alimentação. Parte dos desalentados, por exemplo, pode ter migrado para a informalidade.

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