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Prio planeja cobrar compensação da Equinor por interrupção em Peregrino

Prio considera buscar compensação após ANP suspender produção no campo de petróleo Peregrino por questões de segurança desde 15 de agosto

Navio plataforma na costa do Rio: Campo de Peregrino foi a maior fonte de produção da Prio no segundo trimestre. (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
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  • A Prio está considerando buscar compensação da Equinor pela suspensão da produção no campo de petróleo Peregrino.
  • A paralisação, determinada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorreu em 15 de agosto por questões de segurança.
  • A Prio possui 40% do campo e havia acordado em maio a compra dos 60% restantes por US$ 3,5 bilhões.
  • A produção em Peregrino, que ultrapassava 90.000 barris por dia, permanece suspensa.
  • A Equinor não se manifestou sobre a compensação, mas reafirmou seu compromisso em retomar a produção de forma segura.

A Prio, empresa brasileira, está considerando buscar compensação da Equinor devido à suspensão da produção no campo de petróleo Peregrino. A paralisação, que ocorreu em 15 de agosto, foi determinada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por questões de segurança. A Prio, que detém 40% do campo, havia fechado um acordo em maio para adquirir os 60% restantes por US$ 3,5 bilhões.

A produção em Peregrino, que antes da interrupção chegava a mais de 90.000 barris por dia, continua suspensa. A ANP já havia realizado um número recorde de 150 ações de fiscalização em 2024, resultando em 33 paralisações totais ou parciais. A Prio, que se prepara para assumir as operações do campo, afirma que ainda não tomou uma decisão formal sobre o pedido de compensação.

Situação Atual

A Equinor, por sua vez, não se manifestou sobre a possibilidade de compensação, mas afirmou estar comprometida em retomar a produção de forma segura. A empresa norueguesa, que está simplificando suas operações, já enfrentou problemas de segurança em outros campos, como no caso de uma explosão em fevereiro em uma sonda da Valaris.

Peregrino é um ativo estratégico para a Prio, sendo a maior fonte de produção da empresa no segundo trimestre. A Prio adquiriu sua participação inicial no campo, que pertencia ao grupo chinês Sinochem, e agora busca consolidar sua operação. A expectativa é que a ANP autorize a retomada da produção em breve, uma vez que grande parte dos trabalhos na unidade flutuante de produção já foi concluída.

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