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Corrida ao ouro cresce em meio a incertezas globais e redução de juros

Ouro atinge recordes históricos no Brasil, com valorização de 26,43% em 2025, e especialistas preveem continuidade da alta até o fim do ano.

Preço do ouro subiu 26,43% neste ano
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  • O mercado de ouro no Brasil valorizou 26,43% em 2025, atingindo novos recordes históricos.
  • Essa alta é impulsionada por cortes de juros nos Estados Unidos e aumento das compras por bancos centrais, em um contexto econômico global instável.
  • A cotação da onça-troy está em cerca de R$ 18,8 mil para compra e R$ 21,6 mil para venda.
  • Em agosto, houve entradas de US$ 5,5 bilhões em fundos de índice (ETFs) de ouro, contribuindo para a valorização do metal.
  • Especialistas preveem que a tendência de alta deve continuar até o final de 2025, com possíveis novas máximas, dependendo da continuidade dos cortes de juros nos EUA.

O mercado de ouro no Brasil atingiu uma valorização de 26,43% em 2025, alcançando novos recordes históricos. Esse crescimento é impulsionado por cortes de juros nos Estados Unidos, aumento das compras por bancos centrais e um cenário econômico global instável. Especialistas acreditam que essa tendência de alta deve continuar até o final do ano.

A cotação da onça-troy, unidade internacional que mede o ouro, está em torno de R$ 18,8 mil para compra e R$ 21,6 mil para venda. Segundo dados da OuroMinas, a alta do metal reflete fatores que vão além do contexto brasileiro, como o enfraquecimento do dólar e tensões geopolíticas. Marco Antonio Mecchi, diretor de Investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, destaca que o apetite crescente por ouro, com entradas de US$ 5,5 bilhões em ETFs apenas em agosto, tem contribuído para essa valorização.

Expectativas Futuras

A expectativa é que a corrida pelo ouro se mantenha, possivelmente superando a alta de 38,22% registrada em 2024. O cenário atual sugere que, caso os juros nos EUA continuem a cair e os bancos centrais mantenham suas compras, novas máximas podem ser atingidas. Paulo Cunha, CEO da iHub Investimentos, afirma que a trajetória do ouro não será linear, mas sim marcada por oscilações.

Além disso, a fragilidade do dólar é vista como um motor estrutural para a valorização do ouro. Com a perda de confiança na moeda americana, muitos bancos centrais têm diversificado suas reservas. O ouro, que historicamente é um ativo de proteção em tempos de crise, está se consolidando como uma estratégia de longo prazo. Analistas sugerem que a alocação em ouro deve variar entre 3% a 10% da carteira de investimentos, dependendo do perfil de risco do investidor.

A volatilidade do mercado e as oscilações do câmbio podem impactar o desempenho do ouro, mas sua função como ativo defensivo permanece. Em um mundo repleto de incertezas econômicas e fiscais, o ouro continua a ser visto como um pilar de estabilidade e preservação de valor.

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