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Inflação de setembro sobe 0,48% impulsionada pela energia elétrica

IPCA avança 0,48% em setembro, com energia elétrica em 10,31%, empurrando a inflação em 12 meses a 5,17%; alimentação cai 0,26%

Novamente os alimentos ajudaram a frear a alta da inflação
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  • IPCA de setembro avançou 0,48% (previsão 0,52%), elevando a inflação em 12 meses para 5,17%; a alta foi puxada pela energia elétrica, em alta de 10,31% por fim do Bônus de Itaipu e pela bandeira vermelha patamar 2, com impacto de 0,41 ponto percentual no índice.
  • Em capitais, São Luís teve elevação de 27,30% na energia; Vitória, 12,37%; Belém, 8,05%, enquanto o grupo habitação subiu 2,97%.
  • Alimentação e bebidas caiu 0,26%, com tomante -11,52%, cebola -10,16% e alho -8,70%; foi a quarta queda do grupo.
  • Transportes subiu 0,01% pese a alta de combustíveis, compensada por quedas em passagens aéreas e seguros de veículos.
  • Regiões: São Luís teve a maior inflação de setembro, 1,02%; Salvador, a menor, 0,17%. INPC subiu 0,52% e acumula 5,10% em 12 meses. Economistas veem a alta como pontual; Selic segue em 15%, com expectativa de desaceleração nos próximos meses, especialmente após o fim da bandeira vermelha, embora haja riscos fiscais. (Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Após registrar deflação de 0,11% em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,48% em setembro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 9. A alta foi impulsionada principalmente pelo aumento nas tarifas de energia elétrica, que subiram 10,31% devido ao fim do Bônus de Itaipu e à bandeira tarifária vermelha, patamar 2. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses passou de 5,13% para 5,17%, permanecendo acima da meta do Banco Central, que é de 3%, com teto de 4,5%.

O impacto da energia elétrica foi significativo, contribuindo com 0,41 ponto percentual para o índice. Em capitais como São Luís, as contas de luz dispararam 27,30%, enquanto Vitória e Belém registraram altas de 12,37% e 8,05%, respectivamente. O grupo habitação também apresentou aumento de 2,97%, refletindo reajustes em água, esgoto e gás encanado.

Alívio nos Alimentos

Apesar da pressão dos custos de energia, o grupo alimentação e bebidas teve uma leve queda de 0,26%. Essa redução foi impulsionada por alimentos como tomate (-11,52%), cebola (-10,16%) e alho (-8,70%), sendo a quarta queda consecutiva do grupo. O setor de transportes, que havia recuado em agosto, registrou leve alta de 0,01%, com aumentos nos combustíveis compensados por quedas em passagens aéreas e seguros de veículos.

Entre as regiões analisadas, São Luís teve a maior inflação em setembro, com 1,02%, enquanto Salvador apresentou a menor variação, com 0,17%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também subiu, avançando 0,52% e acumulando 5,10% em 12 meses.

Expectativas Futuras

Economistas avaliam que o aumento da inflação é pontual e não altera a tendência geral. Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, afirmou que as pressões atuais são passageiras. O economista André Perfeito destacou que os núcleos de inflação desaceleraram, indicando um cenário favorável para a política monetária. A expectativa é de desaceleração da inflação nos próximos meses, especialmente com o fim da bandeira vermelha nas tarifas de energia, embora haja riscos fiscais a serem monitorados. A Selic permanece em 15%, e analistas sugerem cautela antes de definir novos passos na política monetária.

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