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Ibovespa fecha em queda com fatores externos e fiscais; dólar chega a 5,50

Ibovespa fecha em queda de 0,73% a 140.680,34 pontos; dólar acima de R$ 5,50, com incerteza fiscal e eleições afetando ativos

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  • O Ibovespa caiu 0,73%, fechando em 140.680,34 pontos nesta sexta-feira, 10 de outubro; na semana houve queda de 2,44% e no mês, de 3,8%.
  • O dólar encerrou acima de 5,50 reais, em 5,5038, com intraday até 5,5188; alta de 2,39%.
  • O volume financeiro do pregão ficou em 22,4 bilhões de reais; o índice oscilou entre 140.231,24 e 142.273,75 pontos.
  • No cenário fiscal, a derrubada da Medida Provisória 1303 pelo Congresso aumenta a incerteza sobre o equilíbrio das contas públicas; Lula reafirmou compromisso fiscal e anunciou modelo de crédito imobiliário, com temores de medidas populistas antes das eleições de 2026.
  • No exterior, Donald Trump ameaçou tarifas contra a China; investidores buscaram ativos mais seguros, com o iene valorizando; analista destaca combinação de deterioração fiscal interna e tensões globais.

O Ibovespa fechou em queda de 0,73%, alcançando 140.680,34 pontos nesta sexta-feira, 10 de outubro. O índice ampliou sua correção negativa em outubro, em meio a perdas significativas em Wall Street e um recuo acentuado nos preços do petróleo. A alta do dólar, que ultrapassou R$ 5,50, também refletiu a incerteza fiscal e as tensões geopolíticas.

O volume financeiro do pregão foi de R$ 22,4 bilhões, com o índice atingindo uma mínima de 140.231,24 pontos e uma máxima de 142.273,75 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou uma perda de 2,44% e, no mês, 3,8%, após ter registrado altas em setembro, que totalizavam cerca de 22%.

Cenário Fiscal e Político

As preocupações com o cenário fiscal brasileiro aumentaram após a derrubada da Medida Provisória 1303 pelo Congresso, que tinha como objetivo compensar a elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O analista de investimentos, Alison Correia, destacou que o mercado aguarda definições sobre como o governo pretende equilibrar as contas após essa mudança.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso com a responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo em que anunciou um novo modelo de crédito imobiliário. Contudo, há temores sobre possíveis medidas populistas que possam impactar negativamente as contas públicas, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando.

Impactos Externos

A pressão sobre o mercado foi intensificada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou aumentar tarifas contra a China. O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,5038, marcando uma alta de 2,39%, o maior fechamento desde agosto. No pior momento do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,5188.

O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, também influenciou a busca por segurança entre os investidores, refletindo-se na valorização de moedas como o iene japonês. Bruno Shahini, especialista da Nomad, resumiu a situação como uma combinação de deterioração fiscal interna e aumento das tensões globais, resultando em um dia de fuga para ativos mais seguros.

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