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Revolut chega à Argentina e intensifica competição de fintechs na América Latina

Revolut avança na Argentina: pede mudança de controle ao Banco Central e monta equipe local para operar como banco no próximo ano

Nik Storonsky, diretor executivo e cofundador da Revolut.
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  • O banco digital britânico Revolut amplia a expansão na América Latina com foco na Argentina; enviou pedido de autorização de mudança de controle ao Banco Central argentino e a expectativa é iniciar operações em 2026, após já operar no Brasil há cerca de dois anos e ter adquirido o Banco Cetelem Argentina.
  • A Revolut divulgou investimento global de US$ 13 bilhões nos próximos cinco anos para atingir 100 milhões de clientes em 100 mercados, já contabilizando 65 milhões de usuários globalmente.
  • A empresa passa a abrir vagas locais e formar equipe para operar como banco na Argentina; o CEO da Revolut na Argentina, Agustín Danza, destaca o país por possuir o terceiro maior PIB da região e por educação financeira elevada.
  • Estratégia na região envolve expansão internacional, inovação de produtos e alianças; mira México e avalia entrada na Colômbia, com o executivo Zunzunegui afirmando que há “todos os ingredientes vencedores” para atuar em uma região com mais de 450 milhões de pessoas.
  • O cenário competitivo na Argentina é intenso, com Nubank, Mercado Pago e Ualá já estabelecidos; a Revolut aposta em um modelo menos dependente de crédito e trabalha em uma proposta de valor específica para argentinos, mantendo expectativa de aprovação do Banco Central para operar no país.

O banco digital britânico Revolut está intensificando sua expansão na América Latina, com foco especial na Argentina. A fintech, que já opera no Brasil há dois anos, anunciou um investimento global de US$ 13 bilhões nos próximos cinco anos, visando atingir 100 milhões de clientes em 100 mercados. A Revolut já adquiriu o Banco Cetelem Argentina e enviou um pedido de autorização ao Banco Central do país para iniciar suas operações, com expectativa de lançamento em 2026.

A empresa, que já conta com 65 milhões de usuários globalmente, planeja abrir vagas locais e formar uma equipe para operar como um banco na Argentina. O CEO da Revolut na Argentina, Agustín Danza, destacou a importância do país, que possui o terceiro maior PIB da região e uma população com alto nível de educação financeira. A fintech já iniciou um processo de recrutamento, prevendo a contratação de 15 a 20 novos profissionais nas próximas semanas.

Estratégia de Crescimento

A Revolut tem como pilares de sua estratégia de crescimento a expansão internacional, inovação de produtos e alianças estratégicas. Na América Latina, a fintech se prepara para operar no México e está avaliando a entrada na Colômbia. O executivo Zunzunegui afirmou que a Revolut possui “todos os ingredientes vencedores” para avançar na região, que soma mais de 450 milhões de pessoas.

A concorrência na Argentina é acirrada, com gigantes como Nubank, Mercado Pago e Ualá já estabelecidos. Embora o Nubank tenha uma base de 122 milhões de clientes, a Revolut aposta em um modelo de negócio distinto, com menor dependência de produtos de crédito. Danza acredita que a proposta da Revolut é mais completa e se adapta melhor às necessidades do público argentino.

Desafios e Oportunidades

Apesar dos desafios, a Revolut vê a presença de outros players como uma oportunidade para facilitar sua entrada no mercado. A empresa está desenvolvendo uma proposta de valor específica para os argentinos, com a expectativa de que sua chegada não seja vista como algo fora do comum. A fintech está otimista quanto à aprovação do Banco Central argentino e a consequente operação no país, que promete revolucionar o setor de serviços financeiros na região.

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