- O Brasil é o terceiro país do mundo em número de animais de estimação, com famílias menores e gasto crescente em serviços e produtos para pets.
- Tamanho médio das famílias caiu de 3,62 pessoas em 2003 para 2,8 em 2022, elevando a importância dos pets no lar.
- Dados da USP apontam que o share de famílias que investem em cuidados com pets saiu de 11,7% em 2002 para 30,2% em 2018, com gasto mensal médio subindo de R$ 8,32 para R$ 20,42.
- Entre faixas de renda, o gasto mensal pode passar de R$ 88, com destaque para serviços premium, creches e planos veterinários; o mercado pet cresce, especialmente entre casais sem filhos.
- No Senado tramita o projeto para criar o Dia dos Pais e Mães de Pet, a ser celebrado em 4 de outubro, com foco em políticas de viagens e cuidados para animais; há ainda desigualdade, com famílias de baixa renda recorrendo a sobras de comida.
O Brasil se destaca como o terceiro país do mundo em número de animais de estimação, refletindo uma transformação significativa na estrutura familiar e na economia do país. Com a diminuição do tamanho médio das famílias, que caiu de 3,62 pessoas em 2003 para 2,8 em 2022, os pets ganharam um papel central, tornando-se verdadeiros herdeiros nas residências brasileiras. Essa mudança é acompanhada pelo aumento dos gastos com serviços e produtos para animais.
Dados da pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelam que o número de famílias que investem em cuidados para pets praticamente triplicou entre 2002 e 2018, passando de 11,7% para 30,2%. Além disso, o gasto médio mensal com animais cresceu 145%, saltando de R$ 8,32 para R$ 20,42. Para famílias com maior renda, esse valor pode ultrapassar R$ 88. Essa tendência reflete um novo perfil de consumo, onde serviços como creches, planos de saúde veterinários e produtos premium se tornaram comuns.
Mudanças no Consumo e Políticas Públicas
A economia pet está em expansão, com o surgimento de estabelecimentos “pet friendly” e um aumento significativo na oferta de serviços especializados. As clínicas veterinárias e creches caninas estão se multiplicando, e o mercado de serviços premium, que inclui desde banhos de creme até acupuntura, movimenta bilhões. Essa mudança de comportamento é especialmente visível entre casais sem filhos, que buscam alternativas de companhia e bem-estar emocional nos animais.
Recentemente, tramita no Senado um projeto de lei para a criação do Dia dos Pais e Mães de Pet, a ser celebrado em 4 de outubro, data que coincide com o dia de São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais. A proposta visa reconhecer a importância dos pets na vida das famílias brasileiras e estimular políticas que facilitem viagens e cuidados com os animais.
A realidade, entretanto, é diferente para famílias de baixa renda, que ainda enfrentam desafios financeiros. Apesar do vínculo emocional que une tutores e pets, muitos ainda alimentam seus animais com sobras de comida, evidenciando a desigualdade no consumo. A expectativa é que a nova Pesquisa de Orçamentos Familiares, prevista para 2026, revele a continuidade dessas tendências e o impacto crescente dos animais de estimação na sociedade brasileira.
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