- O IBC-Br subiu 0,4% em agosto, após três meses de retração; dados foram divulgados pelo Banco Central em 16 de outubro e ficaram abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 0,6% e 1,1%.
- Desempenho por setor: indústria avançou 0,8%, serviços 0,2% e agropecuária caiu 1,9%; ao excluir as atividades do campo, o índice manteve o avanço de 0,4%.
- Em doze meses, o IBC-Br acumula alta de 3,2%, com variação de 0,1% ante agosto de 2024.
- O cenário permanece desafiador, com juros elevados e incertezas externas, especialmente pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre carne e café, válida desde agosto e tema de futura reunião Brasil–Estados Unidos.
- Projeções apontam PIB de 2025 em torno de 2,1%; Selic deve ficar em 15% neste ano e chegar a 12,25% em 2026; economistas destacam recuperação moderada e heterogeneidade entre setores.
A economia brasileira apresentou um leve avanço em agosto, com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subindo 0,4% em comparação a julho, após três meses de retração. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, dia 16 de outubro. Apesar do crescimento, o número ficou abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 0,6% e 1,1%.
O resultado positivo é reflexo de um desempenho misto entre os setores. A indústria cresceu 0,8%, enquanto os serviços tiveram um aumento de 0,2%. Por outro lado, a agropecuária sofreu uma queda de 1,9%. Quando se excluem as atividades do campo, o IBC-Br manteve o avanço de 0,4%. Em termos anuais, o índice acumulou uma alta de 3,2% nos últimos doze meses, com uma leve variação de 0,1% em relação a agosto de 2024.
Cenário Econômico
O cenário econômico permanece desafiador, com juros elevados e incertezas externas, especialmente devido à nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que inclui carne e café. Essa tarifa entrou em vigor em agosto, coincidentemente com a recuperação do IBC-Br. Na próxima reunião entre Brasil e EUA, a questão será discutida.
Os dados recentes de indicadores setoriais também mostram uma recuperação. A produção industrial teve um aumento de 0,8%, e o setor de serviços registrou sua sétima alta consecutiva, com um crescimento de 0,1%. O varejo, por sua vez, voltou a crescer, com um avanço de 0,2% após quatro meses de quedas.
Projeções Futuras
As projeções para o PIB em 2025 estão em torno de 2,1%, de acordo com o Boletim Focus. A taxa Selic deve permanecer em 15% neste ano, enquanto a expectativa para 2026 é de 12,25%. Economistas, como Leonardo Costa, do ASA, comentam que a leve alta do IBC-Br indica uma recuperação moderada, mas com um ritmo heterogêneo entre os setores.
Analistas da XP também destacam que, embora o avanço seja modesto, ele sinaliza uma certa estabilização da atividade econômica. O crescimento, embora mais lento, é sustentado por fundamentos domésticos que podem amortecer os efeitos de um crédito mais restrito e juros elevados.
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