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Ex-dono da SAF do Vasco é acusado de fraude de meio bilhão de dólares

Josh Wander, sócio-fundador da 777 Partners, é indiciado nos EUA por fraude eletrônica, fraude de valores mobiliários e conspiração, envolvendo até US$ 500 milhões

Josh Wander em São Januário (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)
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  • Josh Wander, sócio-fundador da 777 Partners e ex-acionista majoritário da SAF do Vasco da Gama, foi indiciado pela Justiça dos Estados Unidos por fraude eletrônica, fraude de valores mobiliários e conspiração, com o processo em Manhattan.
  • O indiciamento, divulgado em 16 de outubro de 2025, afirma que Wander liderou esquema que pode ter enganado investidores em até US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões).
  • Entre as acusações estão a manipulação de documentos financeiros e declarações falsas para obter financiamentos; promotores dizem que Wander usou mais de US$ 350 milhões em ativos como garantia, mesmo sem ser proprietário desses ativos ou sabendo que já tinham sido usados como colateral.
  • O contexto remonta a maio de 2024, quando o credor A-Cap apontou fraudes; a Justiça do Rio de Janeiro afastou a 777 do controle da SAF do Vasco, Wander e Pasko renunciaram, e a filial britânica entrou em insolvência, com ativos esportivos tomando o controle de credores.
  • A defesa, representada pelo advogado Jordan Estes, descreve as acusações como infundadas e afirma tratar-se de litígio comercial disfarçado de caso criminal; o processo continua na Justiça Federal dos Estados Unidos, com desdobramentos aguardados para clubes e parceiros.

Josh Wander, sócio-fundador da 777 Partners e ex-acionista majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama, foi indiciado pela Justiça dos Estados Unidos por fraude eletrônica, fraude de valores mobiliários e conspiração. O indiciamento, revelado em 16 de outubro de 2025, alega que Wander liderou um esquema que pode ter enganado investidores em até 500 milhões de dólares, aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

As acusações incluem a manipulação de documentos financeiros e declarações falsas para obter financiamentos. Os promotores afirmam que Wander utilizou mais de US$ 350 milhões em ativos como garantia para empréstimos, mesmo ciente de que a 777 Partners não era proprietária desses ativos ou que já haviam sido utilizados como colateral em outros acordos.

Contexto das Acusações

O escândalo começou a ganhar força em maio de 2024, quando o grupo A-Cap, um dos principais credores da 777 Partners, acusou a empresa de fraudes financeiras. A Justiça do Rio de Janeiro afastou a 777 do controle da SAF do Vasco, levando à renúncia de Wander e de seu sócio, Pasko. A filial britânica da empresa foi declarada insolvente, e os ativos esportivos começaram a ser assumidos por credores.

A defesa de Wander, representada pelo advogado Jordan Estes, classificou as acusações como infundadas e um “litígio comercial travestido de caso criminal”. A defesa afirma que está ansiosa para esclarecer os fatos. A situação agora segue na Justiça federal americana e pode representar um dos maiores escândalos financeiros do esporte mundial.

Os desdobramentos desse caso são esperados com atenção, especialmente em relação aos impactos para os clubes e parceiros que investiram na 777 Partners. O futuro de Wander e da empresa permanece incerto, enquanto o processo avança.

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