- O Brasil teve crescimento de sessenta e três por cento nos investimentos chineses em dois mil e vinte e quatro, totalizando US$ 4,18 bilhões, tornando o país o terceiro maior destino global de capital chinês, atrás de Reino Unido e Hungria; setores chave são energia, logística e agronegócio, com preocupações sobre dependência econômica e falta de diretrizes.
- Em dois mil e vinte e quatro, investimentos chineses atingiram quatorze estados, aumentando capilaridade e dificultando resposta política central; Cofco International assumiu o controle do terminal STS-11 no Porto de Santos com investimento inicial de US$ 285 milhões; China Merchants Port passou a controlar o Terminal de Contêineres de Paranaguá e negocia o Tecon 10 no Porto de Santos.
- No setor energético,45 por cento do valor total investido entre dois mil e sete e dois mil e vinte e quatro foi destinado a projetos de eletricidade; em dois mil e vinte e três, energia respondeu por trinta e quatro por cento dos novos recursos, com compra de hidrelétricas e linhas de transmissão, elevando questões de segurança energética.
- A presença no agronegócio se intensifica, com Cofco International dominando a comercialização de grãos; há transferência de ativos genéticos e conhecimento, como no milho, para grupos chineses; a BYD demonstra interesse em direitos minerais no Vale do Jequitinhonha; o senador Tom Cotton pediu investigações nos Estados Unidos sobre a expansão chinesa no Brasil.
- Riscos e oportunidades envolvem ampliação de minerais críticos, como nióbio e lítio, e a necessidade de uma política pública clara para evitar que o Brasil vire apenas exportador de matérias-primas; a ausência de marco regulatório para investimentos estrangeiros em setores sensíveis aumenta vulnerabilidade; modelos da Austrália e da União Europeia são citados como referência para equilíbrio entre atração de capital e soberania econômica.
O Brasil experimenta um crescimento acentuado nos investimentos chineses, que saltaram 113% em 2024, totalizando US$ 4,18 bilhões. Este aumento posiciona o país como o terceiro maior destino global de capital chinês, atrás apenas do Reino Unido e da Hungria. A expansão é notável em setores estratégicos como energia, logística e agronegócio, levantando preocupações sobre a dependência econômica e a falta de diretrizes claras para a inserção internacional do Brasil.
Em 2024, os investimentos chineses se espalharam por 14 estados brasileiros, aumentando a capilaridade e dificultando uma resposta política centralizada. A Cofco International, por exemplo, assumiu o controle do terminal STS-11 no Porto de Santos, com um investimento inicial de US$ 285 milhões. Além disso, a China Merchants Port controla o Terminal de Contêineres de Paranaguá e negocia o Tecon 10 no Porto de Santos, evidenciando o crescente controle sobre a infraestrutura logística do país.
Setor Energético e Dependência
O setor de energia é um dos mais afetados pela presença chinesa, com 45% do valor total investido entre 2007 e 2024 direcionado a projetos de eletricidade. Em 2023, a energia absorveu 34% dos novos recursos, refletindo a compra de hidrelétricas e linhas de transmissão. Essa concentração levanta questões sobre a segurança energética do Brasil, especialmente em um cenário de tensões geopolíticas.
Além disso, a presença chinesa no agronegócio se intensifica, com a Cofco International dominando a comercialização de grãos. A transferência de ativos genéticos e conhecimento, como no caso do milho, também destaca a estratégia de Pequim em garantir acesso a recursos essenciais. O senador americano Tom Cotton já solicitou investigações sobre a expansão chinesa no Brasil, evidenciando a preocupação com a segurança alimentar global.
Riscos e Oportunidades
A ampliação da presença chinesa em minerais críticos, como nióbio e lítio, representa um desafio adicional. O Brasil, com a segunda maior reserva mundial de terras raras, precisa estabelecer uma política clara para evitar se tornar apenas um exportador de matérias-primas. A falta de um arcabouço legal que regule a entrada de investimentos estrangeiros em setores sensíveis pode aumentar a vulnerabilidade do país.
A situação exige uma reflexão sobre como o Brasil pode receber e fixar esses investimentos de maneira que protejam seus interesses nacionais. A experiência internacional, como os mecanismos adotados na Austrália e na União Europeia, pode servir de modelo para o Brasil estabelecer diretrizes que garantam um equilíbrio entre atração de capital e proteção da soberania econômica.
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