- Quarenta por cento da população das classes A e B já utiliza pagamentos digitais, enquanto apenas um em cada dez das classes D e E adota essas tecnologias; estudo com mil seiscentos e oitenta e cinco entrevistados em todo o país.
- O mobile é o principal canal de pagamentos online, com o celular como dispositivo preferido para transações digitais, principalmente entre quem tem menor poder aquisitivo.
- A pesquisa destaca mobilidade e inclusão tecnológica como fatores centrais, indicando que o mobile ajudou a democratizar o acesso às transações digitais.
- A confiança nessas plataformas está em alta e há sinais de amadurecimento do mercado, segundo Cesario Martins, CEO da Zoop.
- Apesar do avanço, persiste a desigualdade. Ampliar inclusão financeira e educação digital é necessário para ampliar o acesso aos serviços digitais.
Os pagamentos digitais no Brasil continuam a se expandir, com uma nova pesquisa da PiniOn, em parceria com a fintech Zoop, revelando que 40% da população das classes A e B já utiliza métodos como cartões virtuais e carteiras digitais. Em contraste, apenas 1 em cada 10 indivíduos das classes D e E adotam essas tecnologias. O estudo, que entrevistou 1.685 pessoas em todo o país, destaca a centralidade do mobile como o principal canal de pagamentos online.
A pesquisa aponta que a mobilidade e a inclusão tecnológica são fatores cruciais para essa transformação. O celular se tornou o dispositivo preferido para transações digitais, especialmente entre consumidores com menor poder aquisitivo, que muitas vezes não têm acesso a computadores. Isso indica que o mobile democratizou o acesso às transações digitais.
Crescimento e Confiança
A familiaridade crescente com os métodos digitais sugere um amadurecimento do mercado. Segundo o estudo, a confiança no uso dessas plataformas está em ascensão, refletindo uma mudança significativa nos hábitos de consumo. Cesario Martins, CEO da Zoop, enfatiza que essa evolução é um sinal claro de que as tecnologias financeiras estão se tornando parte integrante da vida cotidiana dos brasileiros.
Entretanto, a desigualdade ainda persiste. A baixa penetração de pagamentos digitais nas classes D e E demonstra que há um caminho a percorrer para garantir que todos os segmentos da população possam usufruir dos benefícios da digitalização. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias que promovam a inclusão financeira e a educação digital, visando uma maior equidade no acesso aos serviços financeiros.
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