- Estudo da Confederação Nacional da Indústria aponta queda de 40% no crédito à indústria de transformação entre 2012 e 2024, com participação no total do crédito caindo de 27,2% para 13,7%.
- O crédito a pessoas físicas subiu de 45% para 63% no mesmo período.
- O crédito para empresas caiu de 55% para 37%.
- A CNI critica juros altos e defende condições de financiamento mais adequadas para estimular a produção, a inovação e a competitividade.
- O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que priorizar o consumo em detrimento da produção compromete investimentos e aumenta a dependência de importações; estudo foi divulgado em 23 de outubro de 2025.
O crédito destinado à indústria de transformação no Brasil sofreu uma queda significativa de 40% entre 2012 e 2024, conforme aponta um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa, divulgada em 23 de outubro de 2025, revela que a participação da indústria no total do crédito caiu de 27,2% para 13,7%, enquanto o crédito a pessoas físicas aumentou de 45% para 63%.
Esse cenário é alarmante, já que o crédito à indústria é considerado crucial para o crescimento econômico do país. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a priorização do consumo em detrimento da produção compromete não apenas o investimento, mas também a inovação e a competitividade do setor. “A alta taxa de juros limita a modernização das fábricas e amplia a dependência de importações”, afirmou Alban.
Além disso, o estudo aponta que o crédito para as empresas caiu de 55% para 37% no mesmo período. A mudança na destinação do crédito reflete uma tendência preocupante, onde as famílias têm sido favorecidas em relação ao setor produtivo. A CNI defende a criação de condições de financiamento mais adequadas para revitalizar o setor industrial e estimular um crescimento sustentável.
Críticas ao Sistema Financeiro
A CNI critica o sistema financeiro por sua abordagem atual, que prioriza o consumo e, consequentemente, as importações. A pesquisa revela que, apesar da estabilidade na oferta de crédito, a distribuição tem se alterado, prejudicando a capacidade de investimento das indústrias. Alban enfatiza que é urgente reverter essa tendência para garantir um futuro mais robusto para a produção industrial brasileira.
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