- Prosus lançou um programa de BDRs (Brazilian depositary receipts) no Brasil para ações listadas na bolsa europeia de Amsterdã, com listagem na B3 a partir de 27 de outubro; objetivo é atender demanda local por ativos internacionais sem abrir capital direto das empresas do portfólio.
- A empresa tem cerca de 30% do faturamento na América latina, sendo 70% desse total proveniente do Brasil; busca alternativas ao fechamento de capital da Despegar.
- O chefe da Prosus na região, Diego Barreto, diz que a decisão pelos BDRs ocorre pela restrição de alocação de capital em ativos internacionais por investidores locais; não há necessidade de abrir capital das empresas do grupo.
- Barreto reforça foco em crescimento orgânico e sinergias entre ativos, com uso de inteligência artificial; iFood avalia oportunidades no vale-alimentação e refeição, com M&A como possibilidade, mas não comenta sobre aquisições como a da Alelo.
- iFood já tem licenças para contas digitais e empréstimos, com desembolso mensal de R$ 150 milhões por 18 meses; a Prosus desenvolveu modelo de IA com 32 bilhões de parâmetros para entender hábitos de consumo e planeja expansão para as demais empresas da América latina nos próximos 12 meses. Henrique Iwamoto, chefe de investimentos da Prosus na região, relata que há entre 20 e 40 experimentos para integrar ativos e reduzir fricção na experiência do usuário.
A Prosus, controladora de empresas como iFood e Despegar, anunciou hoje o lançamento de um programa de BDRs no Brasil. A listagem está prevista para ocorrer na B3 a partir de 27 de outubro. O objetivo é atender à demanda de investidores locais por ativos internacionais, sem realizar IPOs diretos das empresas do portfólio.
A Prosus, que obtém 30% de seu faturamento na América Latina, sendo 70% desse total proveniente do Brasil, busca alternativas ao fechamento de capital da Despegar. O chefe da Prosus na América Latina, Diego Barreto, destacou que a decisão de optar pelos BDRs se deve à restrição de alocação de capital em empresas internacionais por parte dos investidores locais. Segundo ele, não há necessidade de abrir capital das empresas do grupo, pois não existe demanda por esse tipo de capital.
Foco em Crescimento Orgânico
Barreto ressaltou que a Prosus está concentrada em crescimento orgânico e sinergias entre seus ativos, especialmente utilizando inteligência artificial. Ele mencionou que o iFood está explorando oportunidades no setor de vale-alimentação e refeição, com M&A como uma possibilidade. No entanto, não comentou sobre potenciais aquisições, como a da Alelo.
O executivo também mencionou que o iFood já possui licenças para oferecer contas digitais e empréstimos, com um desembolso mensal de R$ 150 milhões em um prazo de 18 meses. A intenção não é competir com bancos, mas sim oferecer uma alternativa bancária dentro do ecossistema do iFood.
Inovação em Inteligência Artificial
A Prosus está investindo em tecnologia, com um foco especial em inteligência artificial. Barreto revelou que a empresa desenvolveu um modelo com 32 bilhões de parâmetros para entender melhor os hábitos de consumo dos usuários. A primeira versão desse modelo, voltada para o iFood, foi lançada recentemente. A Prosus planeja expandir essa tecnologia para suas outras empresas na América Latina nos próximos 12 meses.
Para o chefe de investimentos da Prosus na região, Henrique Iwamoto, o iFood está em busca de uma nova fase de sinergias com outras empresas do grupo. Atualmente, são realizados entre 20 a 40 experimentos para integrar os ativos de forma mais eficiente, visando reduzir a fricção e melhorar a experiência do usuário.
Entre na conversa da comunidade