Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil busca espaço nas terras raras na disputa China e EUA

Brasil intensifica disputa por terras raras com investimentos chineses de US$ 4,18 bilhões em 2024, e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) avança no Congresso

China e Estados Unidos lideram a demanda mundial por terras raras. (Foto: Imagem criada usando Dall-E/Gazeta do Povo)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e está no centro da disputa entre China e Estados Unidos.
  • Em 2024, o investimento chinês no país cresceu 113%, chegando a US$ 4,18 bilhões, com foco em mineração e logística.
  • A China controla cerca de noventa por cento do refino global de terras raras e busca avançar também na extração no Brasil, o que levanta preocupações sobre a falta de uma política industrial clara.
  • A proposta de Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE, PL 2780/2024) visa garantir segurança regulatória e coordenar investimentos, com foco em pesquisa e desenvolvimento para fortalecer a indústria local.
  • Desafios incluem ausência de infraestrutura de processamento; o Brasil não possui plantas de separação química e exporta principalmente compostos mistos. Preços variam entre US$ zehn por quilo para concentrado misto e até US$ 200 por quilo para óxidos separados. O governo sinalizou R$ 5 bilhões para projetos de transformação, enquanto o setor privado soma até R$ 85 bilhões.

O Brasil, com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, se destaca na disputa geopolítica entre China e Estados Unidos. Recentemente, o investimento chinês no país cresceu 113% em 2024, atingindo aproximadamente US$ 4,18 bilhões. Essa movimentação ocorre em um contexto de crescente demanda global por esses minerais, utilizados em tecnologias como turbinas eólicas e veículos elétricos.

A China já controla cerca de 90% do refino global de terras raras e, ao intensificar seus investimentos no Brasil, busca dominar também a extração. O país está investindo em setores estratégicos, como mineração e logística, o que levanta preocupações sobre a falta de uma política industrial clara no Brasil. Sem um direcionamento adequado, o Brasil pode repetir o erro de exportar matéria-prima sem agregar valor, limitando seu potencial econômico.

Desafios e Oportunidades

A proposta de criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), atualmente em tramitação no Congresso, visa fornecer segurança regulatória ao setor. Essa política é essencial para coordenar investimentos e garantir que o Brasil não perca oportunidades diante da concorrência internacional. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destaca que a PNMCE deve priorizar a pesquisa e desenvolvimento para fortalecer a indústria local.

Entretanto, o Brasil enfrenta desafios significativos, como a falta de infraestrutura para o processamento de terras raras. Atualmente, o país não possui plantas industriais para a separação química desses minerais, limitando-se a exportar compostos mistos com valor inferior. Enquanto o concentrado misto pode valer US$ 10 por quilo, os óxidos separados podem alcançar até US$ 200 por quilo.

O Caminho a Seguir

Para se tornar um protagonista na cadeia global de terras raras, o Brasil precisa adotar um plano de ação que inclua investimentos em tecnologia e capacitação. O governo já sinalizou apoio com uma chamada de R$ 5 bilhões para projetos de transformação de minerais estratégicos, mas a demanda do setor privado é muito maior, totalizando R$ 85 bilhões.

Com recursos abundantes e uma matriz energética limpa, o Brasil possui as condições ideais para se destacar. Contudo, a implementação de uma política industrial robusta e a modernização do processo de licenciamento ambiental são cruciais para que o país capitalize sua riqueza mineral e não se torne apenas um exportador de commodities.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais