- Universal Music Group (UMG) anunciou parceria com a plataforma de música gerada por inteligência artificial Udio para desenvolver um novo serviço que permitirá remixar canções conhecidas e usar vozes reais de artistas, com lançamento previsto para 2026, em um modelo de “jardim murado” com opt-in.
- A ideia é oferecer aos fãs a possibilidade de consumir e interagir com suas músicas favoritas em um único espaço, criando versões novas e mashups.
- A parceria acontece após UMG processar Udio e Suno por uso não autorizado de gravações para treinar IA; o catálogo disponível para treinamento ficará restrito aos artistas que optarem por participar, com o objetivo de evitar canibalização das faixas originais e gerar novas receitas.
- Artistas que aderirem terão controle sobre como suas músicas são usadas, participarão de royalties e poderão acessar dados de uso, o que pode abrir oportunidades criativas; há interesse de artistas em fazer parte do lançamento inicial.
- Ainda não está definido quais músicas do catálogo da UMG poderão ser usadas para treinamento; a empresa mantém um processo de autorização rigoroso, buscando tornar a interação com canções conhecidas mais atrativa para os fãs.
A Universal Music Group (UMG) anunciou uma parceria com a plataforma de música gerada por inteligência artificial, Udio, após um processo judicial anterior. O acordo, revelado em 31 de outubro de 2025, visa desenvolver um novo serviço de música que permitirá aos ouvintes remixar canções conhecidas e utilizar as vozes reais dos artistas, com lançamento previsto para 2026.
O CEO da Udio, Andrew Sanchez, destacou que a plataforma será um “jardim murado”, onde os usuários poderão interagir com suas músicas favoritas, criando novas versões e mashups. “A visão é que você poderá consumir e interagir com suas canções e artistas em um só lugar,” afirmou Sanchez. A iniciativa busca formar uma comunidade de fãs em torno da criação musical.
A parceria surge após UMG ter processado Udio e a rival Suno por uso não autorizado de gravações para treinar suas IAs. Agora, a nova plataforma limitará o catálogo disponível para treinamento, permitindo apenas o uso de músicas cujos artistas tenham optado por participar. O executivo da UMG, Michael Nash, enfatizou que o objetivo é evitar a canibalização das músicas originais e criar novas fontes de receita.
Artistas que optarem por fazer parte do projeto terão controle sobre como suas músicas são utilizadas e participarão dos royalties gerados. “Há interesse de artistas que querem ser parte do primeiro lançamento,” disse Nash. Além disso, os artistas poderão acessar dados sobre como suas músicas estão sendo usadas, o que pode revelar novas oportunidades criativas.
Ainda há incertezas sobre quais músicas do catálogo da UMG estarão disponíveis para treinamento da inteligência artificial. “Estamos em um processo rigoroso de autorização,” ressaltou uma fonte da UMG. Com esse novo modelo, a empresa espera que a interação com canções conhecidas seja mais atraente para os fãs do que a mera criação de novas faixas.
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