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Bradesco vê inadimplência de empresas como casos pontuais e aponta agro como oportunidade

Bradesco vê agronegócio como oportunidade e descarta crise de crédito; projeta crescimento de crédito entre sete e oito por cento e mantém transformação do banco

Bradesco diz que empresas inadimplentes são casos pontuais e que agro é oportunidade | A saúde da carteira de crédito do Bradesco foi um dos temas de maior atenção do mercado no resultado trimestral (Foto: Lucas Landau/Bloomberg) (Bloomberg/Lucas Landau)
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  • Bradesco reafirmou a saúde da carteira de crédito, com inadimplência vista como fenômeno controlado e restrito a casos pontuais, em linha com a estratégia de transformação do banco.
  • O diretor presidente Marcelo Noronha destacou a compra da carteira do Banco John Deere, que soma R$ 17 bilhões em financiamento rural, e informou que as provisões para devedores duvidosos chegaram a R$ 9,4 bilhões, 4% acima do que o mercado esperava, considerado por ele um soluço temporário.
  • A projeção de crescimento de crédito para o ano segue entre 7% e 8%, com inadimplência de 3% em novas operações, bem abaixo da média de 11% do setor, e quase 60% da carteira fica colateralizada.
  • Sobre a Ambipar, Noronha não detalhou o caso, mas afirmou que a inadimplência não representa crise generalizada e que a alavancagem de empresas de capital aberto está sob controle.
  • O mercado reagiu com queda de aproximadamente 4% nas ações do Bradesco após os resultados, enquanto a ação acumula alta de 78% no ano e 22% desde o último trimestre, segundo o executivo.

O Bradesco (BBDC4) reafirmou a saúde de sua carteira de crédito, considerando a inadimplência como um fenômeno controlado e restrito a casos pontuais. Durante uma coletiva de imprensa sobre os resultados do terceiro trimestre, o CEO Marcelo Noronha destacou o agronegócio como uma oportunidade para o banco, mesmo diante de desafios específicos no setor.

Noronha abordou a recente aquisição da carteira do Banco John Deere, que totaliza R$ 17 bilhões em operações de financiamento rural. Ele reconheceu que essa carteira pressionou as provisões para devedores duvidosos (PDD), que alcançaram R$ 9,4 bilhões, superando as expectativas do mercado em 4%. O executivo minimizou a gravidade da situação, referindo-se a ela como um “soluço” temporário.

Projeções e Estratégias

O Bradesco manteve sua projeção de crescimento de crédito entre 7% e 8% para o ano, com Noronha afirmando que a inadimplência está em 3% para novas operações, muito abaixo da média de 11% do mercado. Ele enfatizou que o banco opera com um apetite moderado ao risco, com quase 60% da carteira colateralizada.

Em relação à situação da Ambipar, que entrou com pedido de recuperação judicial, Noronha evitou entrar em detalhes, mas reafirmou que a inadimplência não representa uma crise generalizada. Ele ressaltou que a alavancagem média das empresas de capital aberto está sob controle e que o mercado está ciente dos riscos setoriais.

Reação do Mercado

Após a divulgação dos resultados, as ações do Bradesco recuaram cerca de 4%. Noronha atribuiu essa queda a uma correção de mercado, destacando que a ação subiu 78% ao longo do ano, e 22% desde o último trimestre. O executivo encerrou a coletiva com um olhar otimista para o futuro, citando a fase de transformação do banco e a expectativa de um desempenho positivo no quarto trimestre.

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