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Desemprego no Brasil cai para 5,6% no 3º trimestre, menor da história

Desemprego fica em 5,6% no terceiro trimestre, menor da série IBGE, com 6,045 milhões de desocupados e sinais de desaceleração

No terceiro trimestre, o número de desempregados caiu 3,3% em relação aos três meses anteriores
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  • A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6 por cento no terceiro trimestre de 2025, menor registro da série do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desde 2012; o número de desocupados caiu para 6,045 milhões.
  • O total de pessoas ocupadas chegou a 102,433 milhões, com alta de 0,1 por cento frente ao trimestre anterior e 1,4 por cento ante o mesmo período de 2024; trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiram 39,229 milhões, com avanço de 0,5 por cento.
  • A renda média real dos trabalhadores ficou em 3.507 reais, 0,3 por cento acima do trimestre anterior e 4,0 por cento maior no ano.
  • Analistas veem sinais de possível desaceleração no mercado de trabalho, com a taxa estável por três meses consecutivos; o economista André Valério, do Inter, aponta que o Brasil pode estar se aproximando de uma mudança no cenário de emprego.
  • Em setembro houve a abertura de 213.002 vagas formais, o maior saldo desde abril; o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15 por cento, indicando continuidade da política estável por um período, conforme avaliação de especialistas; Adriana Beringuy, do IBGE, destaca a continuidade da criação de oportunidades em várias áreas.

A taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,6% no terceiro trimestre de 2025, estabelecendo um novo recorde histórico de baixa, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice representa uma queda em relação aos 5,8% registrados no segundo trimestre e aos 6,4% do mesmo período do ano anterior. O número de desempregados caiu para 6,045 milhões, o menor desde o início da pesquisa em 2012.

Os analistas observam que, apesar do desempenho positivo, há sinais de uma possível desaceleração no mercado de trabalho. A estabilidade da taxa por três meses consecutivos pode indicar um pico, segundo André Valério, economista sênior do Inter. Ele destaca que, embora o mercado esteja robusto, os dados sugerem que o Brasil pode estar se aproximando de uma mudança no cenário de emprego.

Sustentação do Mercado

Os dados revelam que o total de pessoas ocupadas subiu para 102,433 milhões, com um aumento de 0,1% em relação ao trimestre anterior e 1,4% em comparação ao ano passado. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu um novo recorde, com 39,229 milhões, um crescimento de 0,5%.

A renda média real dos trabalhadores atingiu R$3.507, um aumento de 0,3% no trimestre e 4,0% no ano. Esses números refletem a capacidade do mercado de trabalho em sustentar o consumo e mitigar os efeitos da inflação, mesmo diante de um cenário de juros elevados.

Expectativas Futuras

Igor Cadilhac, economista do PicPay, acredita que o aquecimento do mercado deve continuar, embora de forma gradual. O Banco Central, que manteve a taxa básica de juros em 15%, indicou que a política monetária permanecerá estável por um período prolongado, visando a meta de inflação.

A abertura de 213.002 vagas formais em setembro, o maior saldo desde abril, reforça a tendência de crescimento no setor. A continuidade da queda no número de desocupados é atribuída à criação de novas oportunidades em diversas áreas da economia, segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

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