- Em 2010, a erupção do vulcão Eyjafjallajokull fechou o espaço aéreo europeu por oito dias, impactando a economia islandesa e abrindo espaço para o turismo como solução.
- O governo lançou a campanha Inspired by Iceland em junho de 2010 para capitalizar o interesse internacional após a crise financeira de 2008, que elevou desemprego e desvalorizou a coroa.
- O país passou a receber milhões de turistas: cerca de 2,3 milhões de visitantes com pernoite em 2024, ante menos de 500 mil em 2010, com companhias de baixo custo como EasyJet e Wow Air facilitando acesso.
- Cidades como Reykjavik e Vik transformaram-se com o turismo, abrindo lojas, pousadas e serviços voltados a visitantes; Vik tornou-se referência pela areia preta e pela proximidade de vulcões.
- O crescimento trouxe benefícios e desafios: empregos e renda, mas também problemas locais, como questões de uso de terras, esgoto, fluxo de visitantes e adaptação de infraestrutura e escolas.
O que aconteceu mudou a forma como a Islândia é vista pelo mundo. Em março de 2010, o vulcão Eyjafjallajokull entrou em erupção, lançando cinzas que fecharam o espaço aéreo europeu por oito dias. Vôos suspensos, milhões de passageiros retidos e perdas de quase US$ 1,7 bilhão para as cias.
A crise levou o país a buscar uma virada econômica. Governo e operadores do turismo criaram ações para atrair visitantes, resultando na campanha Inspired by Iceland em 2010. A ideia era transformar o turísmo numa âncora de recuperação após o choque financeiro de 2008.
Na prática, a Islândia passou a receber mais turistas e a investir em acessibilidade. Companhias de baixo custo, como EasyJet, passaram a operar para Keflavík, ampliando a conectividade. Em 2016, a Wow Air oferecia stopovers gratuitos entre EUA e Europa.
Pelo interior, a transformação também foi evidente. Reykjavik, antes vazia durante parte do mês, ganhou ruas pedonais, lojas voltadas ao visitante e mudanças no comércio local. Negócios tradicionais fecharam, outros surgiram para atender a demanda turística.
Vik, no sul, tornou-se referência de turismo desde 2010. A cidade, antes agrícola, hoje abriga pousadas, empresas de tirolesa, aluguel de veículos e passeios em geleiras. A população estrangeira passou a representar maioria no município, com impacto na vida local.
Atração de peso, a Lagoa Azul tornou-se cartão de visita e profissionais do turismo passaram a formar parte da rotina de moradores. Hoje, o país recebe cerca de 2,3 milhões de visitantes com pernoite em 2024, contra menos de 500 mil em 2010.
O equilíbrio entre turismo e comunidade permanece em debate. Alguns moradores apontam excesso de comércio para turistas e impactos ambientais. Outros destacam ganhos econômicos, empregos e renovação de áreas antes estagnadas.
Na prática, Vik vive a dualidade entre preservação e crescimento. Enquanto a cidade atrai visitantes de dezenas de nacionalidades, a prefeitura observa demanda por infraestrutura escolar e serviços públicos. A ideia é crescer sem perder a identidade local.
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