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Credores adiam assembleia do SAF do Paraná Clube para ajustar proposta

Credores pedem novo adiamento da AGC para 19 de novembro para analisar venda de noventa por cento da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Paraná Clube por R$ 212 milhões, com exigência de garantias

Bandeira do Paraná Clube na Vila Capanema. Foto: Felipe Oscar/Paraná
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  • Credores pediram novo adiamento da Assembleia Geral dos Credores para 19 de novembro, para discutir venda de 90% das ações da SAF por R$ 212 milhões, envolvendo a NextPlay Capital Ltda.
  • Na AGC de 24 de outubro, o plano de pagamento da recuperação judicial foi alterado; a nova proposta precisa ser aprovada para a venda seguir.
  • Negociações entre NextPlay e advogados estão travadas pela recuperação judicial e pela exigência de garantias de recursos; a sub-sede da Kennedy não pode ser vendida por lei municipal; há multa de R$ 13 milhões pela quebra de contrato com o Espaço Torres.
  • Existe possibilidade de novos interessados apresentarem propostas durante o período de adiamento; a NextPlay, liderada por Pedro Weber, precisa ajustar a oferta conforme mudanças no plano.
  • Se a proposta não for aprovada, a SAF pode enfrentar incerteza e até falência; espera-se que a situação se resolva até o final de 2025.

Os credores do Paraná Clube solicitaram um novo adiamento da Assembleia Geral dos Credores (AGC), que agora está marcada para 19 de novembro. A reunião visa discutir a proposta de venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por R$ 212 milhões. A negociação, que envolve a NextPlay Capital Ltda, enfrenta obstáculos devido à Recuperação Judicial (RJ) e à exigência de garantias financeiras.

Na última AGC, realizada em 24 de outubro, o plano de pagamento da RJ foi alterado, e a nova proposta precisa ser aprovada para que a venda prossiga. As discussões entre NextPlay e os advogados estão estagnadas, especialmente em relação ao pagamento da RJ e ao valor da sub-sede da Kennedy, que não pode ser vendida devido à legislação municipal. Além disso, uma multa de R$ 13 milhões pela quebra de contrato com o Espaço Torres complica ainda mais a situação.

Desdobramentos das Negociações

Com a nova data da AGC, os credores buscam tempo adicional para chegar a um consenso com a NextPlay. Existe a possibilidade de que novos interessados apresentem propostas durante esse período, embora nada tenha sido formalizado até o momento. A NextPlay, liderada por Pedro Weber, ex-diretor do Azuriz e América-RN, ainda precisa ajustar sua oferta em função das mudanças no plano de pagamento.

Se a proposta não for aprovada, a SAF poderá enfrentar um cenário de incerteza e até mesmo a possibilidade de falência, conforme alguns credores já sinalizaram. A aprovação do novo plano de pagamento é crucial para que a venda siga adiante, com a expectativa de que a situação seja resolvida até o final de 2025.

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