- Bancos enfrentam a adoção crescente de agentes de IA por clientes para gestão financeira; relatório da McKinsey aponta queda de até US$ 170 bilhões nos lucros do setor se modelos de negócio não forem ajustados.
- Bots autônomos devem permitir que clientes economizem ao transferir recursos de contas com juros baixos; Pradip Patiath, sócio sênior da McKinsey, cita exemplo de economizar US$ 2.000 por ano ao mover dinheiro. Lucros podem recuar 9%, com retorno abaixo do custo de capital.
- Economias de custo entre 15% e 20% são esperadas para bancos, mas ganhos podem ser rapidamente corroídos pela concorrência, já que mais instituições adotam a tecnologia, levando benefícios aos clientes.
- Bancos que implementarem IA precocemente e ajustarem operações podem obter vantagem inicial antes que o mercado se ajuste, diante da pressão por inovação no setor.
Bancos enfrentam um desafio significativo com a crescente adoção de agentes de inteligência artificial (IA) por clientes, que buscam otimizar a gestão de suas finanças. Um relatório da McKinsey, divulgado na quinta-feira, 30, aponta que essa mudança pode resultar em uma queda de até US$ 170 bilhões nos lucros do setor, caso os bancos não ajustem seus modelos de negócio.
A consultoria destaca que a utilização de bots autônomos permitirá que os clientes economizem mais ao transferirem seus recursos de contas com juros baixos, onde o dinheiro permanece estagnado. Pradip Patiath, sócio sênior da McKinsey, exemplifica: “Imagine que você tenha um agente de IA que diga: ‘Ei, você poderia economizar US$ 2.000 por ano se transferisse o seu dinheiro’”. Essa automação pode reduzir os lucros dos bancos em 9%, levando o retorno médio a níveis abaixo do custo de capital.
Ajustes Necessários
Embora a adoção de IA possa proporcionar economias de custo entre 15% e 20% para os bancos, esses ganhos podem ser rapidamente corroídos pela concorrência. O relatório enfatiza que, à medida que mais instituições adotam tecnologia, os benefícios financeiros tendem a ser capturados pelos clientes. “A competição provavelmente eliminará os ganhos para os bancos”, afirma Patiath.
Entretanto, os bancos que implementarem a IA precocemente e ajustarem suas operações poderão obter uma vantagem competitiva inicial. Os primeiros a adotar essas tecnologias terão a oportunidade de se estabelecer antes que o mercado se ajuste, o que pode ser crucial em um cenário em rápida mudança. Com a pressão crescente para inovar e se adaptar, o futuro do setor bancário pode depender da capacidade de incorporar inteligência artificial de forma eficaz.
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