- Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil mantém a Selic em 15% ao ano na penúltima reunião de 2025, com probabilidade de 96,25% segundo o mercado.
- O comunicado pode sinalizar o momento de iniciar cortes, sem garantia de recuo imediato; a ata deverá detalhar a trajetória de preços, balanço de riscos fiscais e impactos de choques externos.
- Projeções do Boletim Focus indicam IPCA de 2025 em leve queda, mas a manutenção da banda de energia no patamar vermelho 1 mantém preocupado o cenário inflacionário.
- Estimativas para o IPCA de 2026 permanecem em 4,20%, refletindo cautela; ata prevista para 11 de novembro deve avaliar trajetória de preços e riscos fiscais, além de efeitos de choques externos.
- Horário de negociação da B3 passa a iniciar às 10h; cenário internacional com dólar valorizado e juros elevados nos EUA influencia a política local, enquanto a taxa Selic elevada, em termos reais, sustenta o real mas restringe a atividade econômica e o crédito.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil inicia nesta terça-feira, 4 de novembro, sua penúltima reunião do ano para definir a taxa Selic. A expectativa é de manutenção da taxa em 15% ao ano, um nível que se mantém desde junho de 2023. O mercado financeiro, com 96,25% de probabilidade, prevê que a autoridade monetária adotará uma postura conservadora em função da inflação e do cenário fiscal.
Os investidores estão mais atentos ao comunicado que acompanhará a decisão do Copom, que pode trazer indícios sobre o momento de iniciar cortes na taxa de juros. Embora as projeções do Boletim Focus indiquem uma desaceleração da inflação, com o IPCA de 2025 em leve queda, a expectativa é de que não haja recuo imediato na Selic. A manutenção da bandeira tarifária de energia elétrica no nível vermelho 1 também gera preocupações sobre os impactos inflacionários.
Expectativas e Análises
As estimativas para o IPCA de 2026 permanecem estáveis em 4,20%, o que indica uma cautela por parte do Copom. A ata da reunião, prevista para ser divulgada em 11 de novembro, deverá detalhar a avaliação do Comitê sobre a trajetória de preços, os riscos fiscais e os efeitos de choques externos. A recente valorização do dólar e a expectativa de juros elevados nos Estados Unidos são fatores adicionais que influenciam a política monetária.
A alteração no horário de negociação da B3, que passa a iniciar às 10h, também é um ponto de atenção para os investidores. O cenário internacional, com mercados em alta na Ásia e na Europa, poderá impactar as decisões locais. A taxa Selic elevada, em termos reais, supera 9% e tem contribuído para a valorização do real, mas também restringe a atividade econômica e pode afetar a qualidade do crédito.
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