- O Banco Central anunciou a desativação da infraestrutura blockchain do Drex, versão digital do real, em reunião realizada no dia 4 de novembro, citando questões de segurança e viabilidade técnica.
- O Drex começou a ser testado há quatro anos com bancos como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, além de fintechs e empresas de tecnologia, com potencial para simplificar transações entre instituições e serviços como crédito, imóveis e cartórios.
- A arquitetura utilizava Ethereum Virtual Machine (EVM) com Hyperledger Besu; participantes apontaram insegurança, levando o BC a reavaliar problemas de negócio e a possível troca de tecnologia.
- Especialistas apontam alternativas viáveis, sobretudo em stablecoins e tokenização de ativos, enquanto o setor privado avança, com a Anbima lançando iniciativas de digitalização de ativos.
- O BC não definiu a fase três do projeto; o foco deverá ser o modelo de negócio e a interoperabilidade, guiando-se pelas necessidades do mercado, mantendo o Drex em aberto.
O Banco Central (BC) anunciou a desativação da infraestrutura blockchain do Drex, a versão digital do real, em uma reunião realizada no dia 4 de novembro. Essa decisão representa um retrocesso significativo no projeto, que visava modernizar transações entre instituições financeiras. A medida foi motivada por preocupações com a segurança e viabilidade do modelo técnico, que utilizava a Ethereum Virtual Machine (EVM) com Hyperledger Besu.
Os testes do Drex começaram há quatro anos, envolvendo grandes bancos como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, além de fintechs e empresas de tecnologia. O potencial do Drex ia além de ser apenas uma moeda digital, prometendo simplificar processos de compra de imóveis e veículos, agilizar pedidos de crédito e reduzir a burocracia em cartórios. Contudo, a expectativa de implementação para este ano foi comprometida.
Problemas Técnicos e Mudança de Rumo
Um participante da reunião, que preferiu não se identificar, afirmou que a arquitetura do sistema foi considerada insegura. Assim, o BC precisará reavaliar os problemas de negócio antes de definir uma nova tecnologia. Especialistas apontam que o mercado possui alternativas viáveis, especialmente no campo das stablecoins e tokenização de ativos, que estão em ascensão globalmente.
Apesar da repercussão negativa, a decisão foi recebida com pragmatismo. Um executivo do setor financeiro comentou que essa mudança não é um retrocesso, mas uma adaptação à nova dinâmica do mercado. A Anbima, por exemplo, lançou recentemente uma iniciativa voltada à digitalização de ativos, indicando que o setor privado continua avançando, independentemente do ritmo do BC.
Futuro do Drex
Ainda não há clareza sobre a fase 3 do projeto, mas fontes indicam que o foco deverá ser o modelo de negócio e a interoperabilidade, em vez da tecnologia em si. O BC enfatizou que a escolha tecnológica deve ser guiada pelas necessidades do mercado. Com essa mudança, o futuro do Drex permanece incerto, mas a busca por soluções inovadoras continua.
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