- Geely adquiriu vinte e seis vírgula quatro por cento da Renault do Brasil, permitindo produção local de cerca de quatrocentos mil veículos por ano na fábrica da região metropolitana de Curitiba, acordo anunciado nesta segunda-feira (3).
- A Renault passará por mudança de nome e terá conselho administrativo com representantes de ambas as empresas; o CEO será escolhido entre executivos da Renault.
- A parceria dá acesso às plataformas de fabricação da Geely para fortalecer a linha de veículos multienergia, incluindo modelos com baixa e zero emissão, com o crossover Kardian entre os prováveis itens fabricados.
- A Renault detém atualmente cinco por cento do mercado brasileiro; o diretor de crescimento Fabrice Cambolive disse que a colaboração pode dobrar a participação da empresa nos próximos cinco anos.
- A produção da Renault no Brasil foi de cento e oitenta mil unidades no ano anterior; o acordo acontece em meio a iniciativas da Renault e de outras companhias, como Qualcomm e Google, e ao aumento da presença de montadoras chinesas na região.
A montadora chinesa Geely anunciou a aquisição de 26,4% da Renault do Brasil, permitindo a produção local de aproximadamente 400 mil veículos por ano na fábrica situada na região metropolitana de Curitiba. O acordo, firmado nesta segunda-feira (3), visa expandir as operações da Renault na América do Sul e inclui mudanças significativas na gestão da empresa, que passará a ter um novo nome e um conselho administrativo com representantes de ambas as montadoras.
Com a parceria, a Renault terá acesso às plataformas de fabricação da Geely, o que possibilitará o fortalecimento de sua linha de veículos multienergia, incluindo modelos com baixa e zero emissão. O CEO será escolhido entre os executivos da Renault, que atualmente detém 5% do mercado brasileiro. O diretor de crescimento do grupo francês, Fabrice Cambolive, destacou que a nova colaboração deve permitir à Renault dobrar sua participação de mercado nos próximos cinco anos.
Expansão de Produção e Tecnologia
O novo acordo permitirá que a Renault amplie sua produção, que foi de 180 mil unidades no ano passado. Entre os modelos que poderão ser fabricados está o crossover compacto Kardian. Cambolive enfatizou a importância da troca de conhecimento técnico entre as empresas, afirmando que a Geely fornecerá acesso a suas plataformas e tecnologias.
A Renault já vinha buscando parcerias tecnológicas para crescer fora da Europa, incluindo colaborações com empresas como Qualcomm e Google. A entrada da Geely no Brasil coincide com o crescimento das montadoras chinesas na região, que estão intensificando a concorrência no mercado automotivo, especialmente com modelos mais acessíveis.
Com essa nova fase, a Renault do Brasil se prepara para um futuro mais robusto, alinhando-se às tendências de mercado e às demandas por veículos mais sustentáveis.
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