- Haddad defendeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em resposta às críticas da ministra Gleisi Hoffmann sobre a manutenção da Selic em 15% ao ano, a mais alta desde julho de 2006.
- O ministro da Fazenda elogiou o trabalho de Galípolo e destacou a importância das medidas do Banco Central para regular o sistema financeiro e coibir abusos, mantendo relação próxima entre eles.
- Haddad citou mudanças relevantes em curso no Banco Central, como a regulação de fintechs e a revisão do crédito imobiliário.
- Gleisi Hoffmann criticou a decisão do Copom, afirmando que Galípolo não considerou os indicadores econômicos; para ela, a inflação está sob controle e o crescimento permitiria política monetária menos restritiva.
- Em reunião com representantes da Federação Brasileira de Bancos, Haddad disse haver margem para cortes na taxa, reiterando que o mercado e o setor produtivo apontam para uma política monetária mais flexível; Lula também pressionou por uma política monetária mais séria.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em resposta às críticas da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, sobre a manutenção da Selic em 15% ao ano. Essa taxa é a mais alta desde julho de 2006. Durante uma entrevista, Haddad elogiou o trabalho de Galípolo, destacando a importância das medidas do BC para regular o sistema financeiro e coibir abusos.
Haddad afirmou ter uma relação próxima com Galípolo, que foi seu braço direito no Ministério da Fazenda. Ele mencionou que o BC está implementando mudanças relevantes, como a regulação de fintechs e a revisão do crédito imobiliário. Em contraste, Gleisi criticou a decisão do Copom, argumentando que Galípolo não considerou os indicadores econômicos do país. Para ela, a inflação está sob controle e o crescimento do Brasil justifica uma política monetária menos restritiva.
Margem para Cortes de Juros
O ministro da Fazenda acredita que há espaço para cortes na taxa de juros. Em reunião com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Haddad reforçou que a opinião do mercado e do setor produtivo indica a necessidade de uma política monetária mais flexível. Ele reiterou que, se fosse presidente do BC, votaria pela redução dos juros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também cobrou uma política monetária mais séria, enfatizando que o Banco Central deve começar a baixar a Selic. Haddad concordou que a situação econômica herdada pelo governo atual precisa ser considerada nas decisões do BC, sinalizando que o governo está se preparando para uma nova abordagem monetária.
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