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Soja sobe ao maior nível em 17 meses antes de relatório do governo americano

Soja em Chicago atinge US$ 11,41 por bushel, maior em quase 17 meses, com USDA divulgando na sexta a primeira perspectiva de oferta e demanda desde setembro

Com o fim da paralisação, os operadores estão atentos para ver quando o USDA relançará os relatórios diários e semanais sobre as vendas de exportação
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  • Soja em Chicago atingiu US$ 11,41 por bushel, o maior nível em quase 17 meses, com expectativa de divulgação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira, primeira perspectiva de oferta e demanda desde setembro, após atraso pela paralisação do governo.
  • Projeções indicam queda na produtividade dos EUA: milho a 184,0 bushels por acre e soja a 53,1 bushels por acre, frente a 186,7 e 53,5, respectivamente; confirmação dessas estimativas é considerada crucial.
  • China havia se comprometido a adquirir 12 milhões de toneladas de soja dos EUA em novembro/dezembro, mas dúvidas persistem devido à ausência de dados oficiais sobre exportações.
  • Com o fim da paralisação governamental, operadores aguardam a retomada dos relatórios diários e semanais de exportação, já que a lacuna de informações aumentou a incerteza sobre transações com a China.
  • No trigo, há expectativa de safra argentina de 24,5 milhões de toneladas para 2025/26, segundo a Bolsa de Cereais de Rosário, o que pode ampliar a oferta global e influenciar os preços nos próximos meses.

O preço da soja em Chicago alcançou seu maior patamar em quase 17 meses, cotado a US$ 11,41 por bushel, em meio à expectativa pelo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será divulgado nesta sexta-feira, 14. O relatório deve trazer novas estimativas sobre a oferta e demanda, após um atraso causado pela paralisação do governo.

As projeções indicam uma possível queda na produtividade do milho e da soja nos EUA. Analistas esperam que a produtividade do milho seja revisada para 184,0 bushels por acre, abaixo dos 186,7 anteriores, enquanto a soja deve ser ajustada para 53,1 bushels por acre, reduzida de 53,5. A confirmação desses dados será crucial para o mercado.

Além disso, a incerteza em relação às compras da China também impacta o mercado. O país havia se comprometido a adquirir 12 milhões de toneladas de soja dos EUA durante os meses de novembro e dezembro, mas a falta de dados oficiais sobre exportações gerou dúvidas. Um corretor agrícola destacou que a direção dos preços depende fortemente do comportamento da China nas próximas semanas.

Expectativas de Exportação

Com o fim da paralisação governamental, os operadores do mercado aguardam ansiosamente a retomada dos relatórios diários e semanais sobre as vendas de exportação. A ausência desses dados aumentou as incertezas sobre as transações realizadas pela China, especialmente após o acordo comercial com os EUA no final de outubro.

Enquanto isso, o mercado de trigo enfrenta pressão devido a previsões de uma safra recorde na Argentina, que deve alcançar 24,5 milhões de toneladas para a safra 2025/26, segundo a Bolsa de Cereais de Rosário. A expectativa de ampla oferta global pode influenciar os preços e a dinâmica de mercado nos próximos meses.

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