- O Ibovespa abriu em 157 mil pontos na sessão de sexta-feira, 14 de novembro de 2025, recuando até 156 mil pontos, com alta de cento e sessenta pontos percentuais nas cotações futuras do petróleo ajudando a conter a queda e beneficiar ações da Petrobras.
- As ações da Vale e de outras empresas do setor de minério recuaram diante de dúvidas sobre a economia chinesa e notícias ligadas ao desastre da barragem de Mariana; a BHP, parceira da Vale na Samarco, foi condenada por danos ambientais, o que pode levar a Vale a provisionar cerca de US$ 500 milhões.
- O minério de ferro registrou leve alta de 0,23 por cento em Dalian.
- Globalmente, o ambiente permanece tenso, com investidores atentos a falas de autoridades monetárias dos Estados Unidos e da Europa; indicadores estadunidenses atrasados após a paralisação do governo alimentam dúvidas sobre a trajetória de juros pelo Federal Reserve. No pré-mercado de Nova York, o Nasdaq futuro caiu cerca de 1,70 por cento.
- No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ao Estadão/Broadcast que a taxa básica de juros está em 15 por cento ao ano e destacou que não vê a questão fiscal como principal causadora do nível, sinalizando expectativa de reconhecimento de esforços fiscais pelo Banco Central.
O Ibovespa iniciou a sessão desta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, com um comportamento cauteloso, refletindo a desvalorização dos índices internacionais. Após 15 altas consecutivas, o índice chegou a abrir em 157 mil pontos, mas recuou para 156 mil pontos em sua mínima. A alta de 1,60% nas cotações futuras do petróleo ajudou a conter a queda, beneficiando as ações da Petrobras.
Entretanto, as ações da Vale e de outras empresas do setor metálico enfrentaram pressões devido a incertezas sobre a economia chinesa e notícias relacionadas ao desastre da barragem de Mariana. A BHP, sócia da Vale na Samarco, foi condenada por danos relacionados ao incidente, o que pode levar a Vale a provisionar cerca de US$ 500 milhões em seus balanços até 2025. O minério de ferro, por sua vez, teve uma leve alta de 0,23% em Dalian.
Incertezas Internacionais
O clima global permanece tenso, com investidores atentos ao discurso de autoridades monetárias dos Estados Unidos e da Europa. A divulgação atrasada de indicadores econômicos nos EUA, após a paralisação do governo, gera dúvidas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve. No pré-mercado de Nova York, os índices acionários também apresentaram queda, com destaque para o recuo de 1,70% do Nasdaq futuro.
No Brasil, a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Estadão/Broadcast, trouxe à tona discussões sobre a taxa básica de juros, que permanece em 15% ao ano. Haddad afirmou que não vê a questão fiscal como a principal causa para essa taxa elevada, destacando a expectativa de que o Banco Central reconheça seus esforços fiscais.
Movimento do Mercado
Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,30%, aos 157.162,43 pontos, mas ainda acumulou um ganho semanal de 2,01%. A Cemig, durante a divulgação de resultados, reportou um lucro líquido de R$ 796,7 milhões, representando uma queda de 75,7% em relação ao ano anterior. As ações da empresa caíam 3,54% nas primeiras horas de negociação.
Neste ambiente misto, o Ibovespa operava em baixa de 0,10%, aos 157.001,32 pontos, enquanto ações como Magazine Luiza mostravam um desempenho positivo, subindo 2,98%. A volatilidade dos mercados reflete a cautela diante de um cenário global incerto, marcado por desafios econômicos e expectativas de mudanças nas políticas monetárias.
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