- A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada em segunda-feira, 17 de novembro, aponta inflação de 2025 em 4,46%, abaixo do teto da meta de 4,50% e pela primeira vez neste ano abaixo do teto. Anteriormente, a projeção era de 4,55%.
- Com a inflação mais baixa, cresce a possibilidade de cortes na Selic, que está em 15% ao ano. Na última reunião, o Copom não sinalizou cortes.
- No cenário externo, aguardam-se dados de emprego dos Estados Unidos (nonfarm payrolls) e a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), com atenção ao impacto na política monetária.
- Sobre o mercado americano, os resultados de outubro devem mostrar recuperação de empregos, após 22.000 vagas em agosto e taxa de desemprego de 4,3%, conforme dados divulgados. O setor privado, segundo a ADP, criou 42.000 empregos em outubro.
- A normalização de indicadores após o shutdown do governo dos EUA pode influenciar o FOMC na próxima reunião, programada para dezembro; investidores acompanham as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira, 17 de novembro, aponta uma redução na expectativa de inflação para 2025, que agora é de 4,46%, abaixo do teto da meta estabelecido em 4,50%. Essa é a primeira vez que os profissionais do mercado projetam um índice abaixo do teto neste ano. A expectativa anterior era de 4,55%.
O impacto dessa nova projeção pode ser significativo. Com a expectativa de uma desaceleração da inflação, cresce a possibilidade de que o Comitê de Política Monetária (Copom) realize cortes na taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. Na última reunião, o Copom manteve a taxa sem sinalizar cortes, mas a nova perspectiva pode levar a uma revisão das expectativas.
Cenário Externo
Enquanto isso, o cenário econômico global também está em foco. A divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos, conhecidos como nonfarm payrolls, está prevista para quinta-feira, 20 de novembro. Esses dados são cruciais para entender a política monetária americana, especialmente após a recente redução de juros pelo Federal Open Market Committee (FOMC).
O mercado espera que os números de outubro mostrem um aumento no emprego, após uma adição de 22.000 empregos em agosto e uma taxa de desemprego de 4,3%. Além disso, o relatório da ADP indicou que o setor privado adicionou 42.000 empregos em outubro, superando as expectativas.
A normalização da divulgação de indicadores econômicos após o “shutdown” do governo dos EUA é um fator que pode influenciar as decisões do FOMC na próxima reunião, programada para dezembro. As expectativas de cortes na Selic no Brasil e as decisões de política monetária nos EUA continuam a ser monitoradas de perto pelos investidores.
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