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Por que a sexta-feira negra continua reinando no varejo nacional

Black Friday de 2025 deve movimentar R$ 13,34 bilhões, tíquete médio de R$ 808,50, com varejistas expandindo ações, cupons e logística

Gabrielli Motta/Arte/Forbes Brasil
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  • A Black Friday de 2025 deve movimentar R$ 13,34 bilhões, alta de 14,7% em relação a 2024, com tíquete médio em torno de R$ 808,50, ocorrendo na última sexta-feira de novembro.
  • Varejistas adotam escadas de promoções e cupons. Amazon investiu mais de 100 centros logísticos no Brasil; Mercado Livre destinou R$ 100 milhões para cupons de desconto.
  • Eventos pré-Black Friday como o 11 de novembro ampliam tráfego e vendas, com a Shopee anunciando venda de 20 milhões de itens nesse dia.
  • Comportamento do consumidor aponta que 81% dos brasileiros planejam compras para a data, priorizando itens de maior valor para antecipar o Natal.
  • Desafios incluem promoções enganosas, conhecidos como Black Fraude, levando varejistas a priorizar descontos reais para manter a confiança do consumidor.

A Black Friday se consolidou como uma das principais datas do varejo no Brasil, com previsão de movimentação de R$ 13,34 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 14,7% em relação a 2024. O tíquete médio deve girar em torno de R$ 808,50. A data, que ocorre na última sexta-feira de novembro, é um fenômeno que atrai consumidores em busca de descontos expressivos.

Nos últimos anos, o setor varejista tem diversificado suas estratégias para manter o consumidor engajado. Além da Black Friday, datas como Semana do Consumidor, Liquida Verão e payday foram introduzidas para estimular as vendas durante todo o ano. De acordo com a Abiacom, a Black Friday ainda é a mais relevante, com um volume de vendas que pode ser até duas vezes maior que o de outros meses.

Estratégias de Vendas

Os varejistas têm adotado “escadas” de promoções e cupons de desconto para maximizar as vendas. O Mercado Livre e a Amazon são exemplos de empresas que investem fortemente em logística e marketing. A Amazon, por exemplo, adicionou mais de 100 centros logísticos no Brasil, enquanto o Mercado Livre destinou R$ 100 milhões para cupons de desconto.

As ações incluem também eventos pré-Black Friday, como o 11/11, que este ano viu um aumento significativo no tráfego e vendas. A Shopee, por sua vez, reportou a venda de 20 milhões de itens nesse dia, evidenciando a eficácia das promoções antecipadas.

Comportamento do Consumidor

O comportamento do consumidor também evoluiu. Hoje, 81% dos brasileiros planejam suas compras para a Black Friday, focando na antecipação das compras de Natal. Essa mudança é refletida em um tíquete médio mais elevado, com os consumidores optando por produtos de maior valor.

A confiança do consumidor é um aspecto crucial para o sucesso da Black Friday. Executivos de grandes varejistas, como Fernando Mansano da Abiacom, destacam que a data é vista como uma oportunidade para antecipar compras, o que contribui para o aumento do tíquete médio.

Desafios e Oportunidades

Apesar do sucesso, a Black Friday enfrenta desafios, como a prática de promoções enganosas, conhecidas como “Black Fraude”. Órgãos de defesa do consumidor estão atentos a essas práticas, o que leva os varejistas a focarem em descontos reais para manter a confiança do cliente.

Com milhões investidos em publicidade e eventos que duram até 24 horas, a Black Friday se mantém como um evento único e especial no calendário de compras brasileiro, sem rivalizar com outras datas promocionais ao longo do ano. A combinação de estratégia, volume e investimento robusto garante que a Black Friday continue a ser um marco no varejo nacional.

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