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Indústria da Cannabis, avaliada em 28 bilhões, corre risco de extinção nos EUA

Emenda ao projeto de lei de gastos proíbe a maioria dos produtos de cânhamo com mais de 0,4 miligramas de THC por embalagem, com entrada em vigor em 365 dias

Arte de bebidas à base de cannabis
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  • Emenda ao projeto de lei de gastos, assinada pelo presidente Donald Trump, proíbe a maioria dos produtos de cânhamo com mais de 0,4 mg de THC por embalagem e entra em vigor em 365 dias, afetando negócios que vendem THC derivado do cânhamo.
  • A indústria de cannabis dos Estados Unidos é avaliada em US$ 28 bilhões; bebidas e comestíveis com THC rendem cerca de US$ 1 bilhão por ano, e a emenda fecha uma lacuna regulatória que permitia potências próximas às da maconha.
  • Regulamento impede fabricação sintética de canabinoides; a maioria dos itens disponíveis hoje tem pelo menos 5 mg de THC, com alguns chegando a 1.000 mg por embalagem, o que representa um golpe para empresas como a 3Chi.
  • Justin Journay, CEO da 3Chi, afirma que a nova legislação pode “matar completamente a indústria”; ele cita a possibilidade de migrar para o mercado de maconha, visto que menos de 10% de seus produtos ficariam dentro das novas regras. Angus Rittenburg, da Wynk, enxerga a emenda como oportunidade para pressionar por regras mais favoráveis.
  • Boris Jordan, CEO da Curaleaf, vê a proibição como chance de eliminar itens de baixa qualidade e promover regulamentações mais rigorosas; a Curaleaf, já atuando no cânhamo, considera o impacto financeiro da lei irrelevante para seu desempenho global.

A indústria de cannabis nos Estados Unidos, avaliada em US$ 28 bilhões, enfrenta um novo desafio. Uma emenda ao projeto de lei de gastos, assinada pelo presidente Donald Trump, proíbe a maioria dos produtos de cânhamo com mais de 0,4 mg de THC por embalagem. A medida, que entra em vigor em 365 dias, pode impactar negativamente negócios que dependem do THC derivado do cânhamo.

Desde a aprovação do Farm Bill em 2018, que legalizou o cânhamo e seus derivados, a venda de produtos com infusão de THC se expandiu rapidamente. Bebidas e comestíveis com THC, que geram cerca de US$ 1 bilhão em vendas anuais, tornaram-se comuns em lojas e online. No entanto, a nova emenda altera a definição de cânhamo, fechando uma lacuna que permitia a produção de produtos com potências semelhantes às da maconha.

Impacto na Indústria

O novo regulamento proíbe a fabricação sintética de canabinoides, afetando produtos que convertem CBD em delta-9 THC. A maioria dos itens atualmente disponíveis contém pelo menos 5 mg de THC, com alguns chegando a 1.000 mg por embalagem. A emenda representa um golpe para empresas como a 3Chi, que se tornaram líderes no setor de produtos derivados de cânhamo.

Justin Journay, CEO da 3Chi, afirmou que a nova legislação pode “matar completamente a indústria”. Ele considera a possibilidade de migrar para o mercado de maconha, já que menos de 10% de seus produtos se encaixariam nas novas regras. Outros executivos, como Angus Rittenburg, da Wynk, veem a emenda como uma oportunidade para pressionar por regulamentações mais favoráveis.

O Futuro do Cânhamo

Apesar das incertezas, alguns líderes do setor mantêm um otimismo cauteloso. Boris Jordan, CEO da Curaleaf, acredita que a proibição pode ser uma chance para eliminar produtos de baixa qualidade e promover regulamentações mais rigorosas. A Curaleaf, que já diversificou suas operações para incluir o cânhamo, considera o impacto financeiro da nova lei como “irrelevante” em relação ao seu desempenho geral.

Com a indústria em um ponto de inflexão, a expectativa é que as empresas se mobilizem para influenciar a legislação antes da entrada em vigor da proibição. O cenário atual sugere que, embora a emenda represente um desafio significativo, também pode abrir espaço para um futuro mais regulamentado e seguro para os produtos de cannabis.

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