- O CEO da Engie no Brasil, Eduardo Sattamini, afirmou que as MPs 1300 e 1304 trouxeram ganhos para o setor elétrico, mas não resolveram os problemas do mercado de energia.
- Em Nova York, durante o CEO Forum promovido pelo Bradesco BBI, ele disse que ainda há algo errado no racional do mercado de energia.
- O executivo criticou o mecanismo de curtailment de energia solar e eólica, defendendo uma dosimetria mais adequada para os prejuízos das empresas.
- Sattamini afirmou que as políticas de subsídios a solar e eólica prejudicam a estrutura de preços e que o consumidor não deve arcar com toda a conta, propondo o fim da transferência para grupos de benefício.
- Ele também comentou a tendência de alta nos preços de energia e a necessidade de tornar o país competitivo para atrair data centers.
O CEO da Engie no Brasil avalia que o mercado de energia ainda apresenta falhas no seu racional, mesmo após as MPs 1300 e 1304. A visão foi compartilhada por Eduardo Sattamini em entrevista durante o CEO Forum, realizado pelo Bradesco BBI em Nova York, na semana passada.
Para ele, as mudanças trouxeram avanços para o setor elétrico, mas não resolveram as dificuldades de curto prazo. O executivo aponta questões estruturais que precisam ser revistas para melhorar a governança do mercado.
Sattamini criticou a forma como o curtailment de energia solar e eólica é tratado, sugerindo que a dosimetria dos prejuízos não está adequada. Também argumenta que subsídios a essas fontes afetam a estrutura de preços e que o consumidor não deve arcar com toda a conta. Acesse para entender o impacto na tarifa e no setor.
Perspectivas sobre custos e competição
O CEO da Engie aponta que os preços de energia devem seguir tendência de alta, o que impacta a competitividade, inclusive para atrair grandes consumidores como data centers. Ele afirma a necessidade de desenho regulatório que alivie o custo para consumidores finais, sem relativizar o papel das fontes renováveis.
Além disso, Sattamini ressaltou a importância de ajustes que tornem o mercado mais eficiente e previsível, favorecendo investimentos em infraestrutura e em novas tecnologias. O objetivo é reduzir a volatilidade de tarifas, mantendo o incentivo às energias limpas.
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