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Quem é Ricardo Magro, alvo de megaoperação e devedor contumaz

Grupo Refit, alvo de megaoperação, figura como maior devedor de ICMS em São Paulo; Ricardo Magro não está no Brasil e defesa não se manifestou

Empresário, que já atuou como advogado do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, comanda empresa acusada de sonegar R$ 26 bilhões; defesa ainda não se manifestou
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  • Ricardo Andrade Magro é dono do Grupo Refit, ligado à Refinaria de Manguinhos, alvo de megaoperação da Polícia Civil de São Paulo, Receita Federal e Ministério Público.
  • A operação, realizada na quinta-feira, 27, envolveu busca e apreensão em endereços ligados à família de Magro; o empresário não está no Brasil.
  • O grupo é apontado como o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, também com grandes dívidas no Rio de Janeiro e entre os maiores da União; a investigação aponta sonegação estimada em R$ 26 bilhões.
  • A Polícia utilizou marreta para arrombar a porta da Refit durante a operação; a defesa de Magro não se manifestou até o momento.
  • A Refinaria de Manguinhos ganhou atenção após a Deflagração da Operação Carbono Oculto, que investiga abastecimento de redes ligadas ao PCC.

O empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit (Refinaria de Manguinhos), é alvo de uma megaoperação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, Receita Federal e Ministério Público. A ação, ocorrida nesta quinta-feira, 27, busca reaver dívidas consideradas vultosas e envolve a empresa e endereços ligados à família de Magro. O investigado não estava no Brasil no momento da operação.

O grupo Refit é apontado como o maior devedor de ICMS no estado de São Paulo, com registros também entre os maiores de Rio de Janeiro e da União. As autoridades afirmam que a empresa seria responsável por suposta sonegação de cerca de 26 bilhões de reais, em apuração ligada a operações de importação e circulação de combustíveis.

A operação envolveu a entrada forçada em instalações da Refinaria de Manguinhos, com uso de marreta para arrombamento de portas. Além da sede da empresa, endereços da família de Magro foram alvo de buscas e apreensões. Magro não está no país, conforme informações abrangidas pelas autoridades.

A investigação faz parte da continuidade da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto deste ano. O foco é averiguar se o combustível fornecido pela Refit abasteceria redes de postos ligadas ao PCC, segundo informações divulgadas pelas autoridades. Em outubro, a Receita Federal apreendeu dois navios que teriam carga destinada a Manguinhos.

O andamento do caso envolve a Polícia Civil, a Receita Federal e o Ministério Público, com atuação conjunta para apurar sonegação fiscal e possíveis vínculos com irregularidades logísticas e de comércio de combustíveis. A defesa da Refit ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Fontes comentam que, além das investigações sobre crédito tributário, há análises sobre a estrutura societária do grupo e eventuais operações de importação vinculadas aos combustíveis. As apurações continuam para esclarecer responsabilidades e eventuais delitos envolvendo a empresa e terceiros.

Contexto e desdobramentos

As autoridades destacam a continuidade do monitoramento de operações do setor de petróleo e combustíveis, com foco em irregularidades que possam impactar o fisco e a concorrência no mercado. Novas diligências e formalizações de mandados devem ocorrer conforme avançam as investigações.

Histórico do caso

Desde a deflagração da operação, já foram divulgadas informações sobre a ligação entre a Refit e redes de distribuição de combustíveis, bem como questionamentos sobre dados apresentados à Justiça e à ANP. A apuração busca esclarecer a natureza das cargas e a conformidade com normas de importação.

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