- Petrobras anunciou CAPEX total de US$ 109 bilhões para 2026-2030, sendo US$ 91 bilhões para projetos em implantação e US$ 18 bilhões para avaliação.
- Mais de 75% do investimento previsto será em exploração e produção, com foco crescente em bioprodutos (etanol, biodiesel, diesel renovável).
- O diesel renovável pode reduzir emissões em até 87%; a participação de energias de baixo carbono foi reduzida no plano.
- Investimentos em energias de baixo carbono caíram de US$ 4,7 bilhões para US$ 1,7 bilhão entre planos, 2021-2025 e 2026-2030.
- O plano para bioprodutos soma US$ 4,8 bilhões, com etanol (US$ 2,2 bilhões), biorrefino (US$ 1,5 bilhão) e biodiesel/biometano (US$ 1,1 bilhão); há ainda US$ 4,3 bilhões para mitigação de emissões (escopos 1 e 2).
Nos próximos cinco anos, a Petrobras planeja investir US$ 109 bilhões para 2026-2030, com mais de 75% destinados a exploração e produção. O total inclui US$ 91 bilhões para projetos em implantação e US$ 18 bilhões para avaliação. A decisão ocorre no contexto da transição energética, ainda que o petróleo permaneça o foco principal.
A CEO Magda Chambriard destacou que a prioridade em transição energética será voltada aos bioprodutos, com ênfase em etanol, biodiesel e diesel renovável, este último com até 10% de conteúdo renovável. A redução de emissões do diesel pode chegar a 87% nessa parcela.
Angélica Laureano, diretora executiva de transição energética e sustentabilidade, informou que os investimentos em energias de baixo carbono devem recuar de US$ 4,7 bilhões para US$ 1,7 bilhão no quinquênio 2026-2030, diante do chamado curtailment — excesso de energia renovável por limitações da rede.
O plano 2026-2030 prevê US$ 4,8 bilhões para bioprodutos, distribuídos entre etanol (US$ 2,2 bilhões), biorrefino (US$ 1,5 bilhão) e biodiesel/biometano (US$ 1,1 bilhão). Ainda estão previstos US$ 4,3 bilhões em investimentos para mitigação de emissões (escopos 1 e 2).
Segundo Laureano, o etanol está entre as prioridades e há negociações com diversos players do mercado. Um anúncio sobre o tema é esperado em 2026, ainda sem confirmação. Chambriard ressaltou a necessidade de disciplina fiscal diante de cenários de preço do petróleo mais desafiadores.
A executiva comparou a fase atual ao histórico desenvolvimento da produção de petróleo no pré-sal, apontando que o Brasil superou desafios tecnológicos para reduzir custos. Ela afirmou que a Petrobras busca repetir esse feito na transição para uma matriz mais sustentável, atendendo demandas da sociedade.
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