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Economia Verde deve movimentar US$ 7 trilhões até 2030, diz Fórum

Economia verde global Move mais de US$ 5 trilhões por ano e deve superar US$ 7 trilhões até 2030, com a China liderando investimentos e patentes.

O custo da energia solar fotovoltaica caiu 90%, diz o relatório do Fórum Econômico Mundial
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  • A economia verde global movimenta mais de US$ cinco trilhões por ano e pode passar de US$ sete trilhões até 2030, segundo estudo do Fórum Econômico Mundial (WEF) em parceria com o Boston Consulting Group (BCG).
  • Empresas que atuam em mercados sustentáveis apresentam desempenho financeiro superior, com receitas de soluções verdes crescendo mais rápido e acesso a capital mais barato.
  • Quarenta e cinco por cento das reduções necessárias para descarbonizar já dependem de tecnologias com custo competitivo; 55% podem ser alcançadas hoje com soluções já viáveis.
  • A China passa a liderar a transição energética, respondendo por mais de sessenta por cento da capacidade renovável adicional até 2030, com investimento de US$ 659 bilhões em energia limpa em 2024 e domínio de patentes de solar, baterias e veículos elétricos.
  • No Brasil, a menção fica nos biocombustíveis, onde o país continua a colher benefícios de políticas públicas e infraestrutura para combustíveis de primeira geração.

A economia verde já movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano e deve chegar a US$ 7 trilhões até 2030, aponta um relatório conjunto do Fórum Econômico Mundial (WEF) e do Boston Consulting Group (BCG). O estudo, que reuniu 14 casos, aponta ganhos de competitividade para empresas em mercados sustentáveis e indica que receitas de soluções verdes crescem mais rápido que as tradicionais.

Segundo o levantamento, empresas com mais de metade da receita em mercados verdes costumam ter valorização de 12% a 15% nas bolsas, refletindo a confiança de investidores na lucratividade de longo prazo. O relatório ressalta ainda queda significativa nos custos de tecnologias de baixo carbono ao longo da última década.

O estudo destaca que 55% das reduções necessárias para descarbonização já podem ser alcançadas com soluções competitivas em custo. No entanto, aponta ritmo desigual de evolução entre tecnologias, com hidrogênio de baixo carbono e CCUS ainda caros e dependentes de políticas de incentivo.

Projeções globais e liderança chinesa

O relatório indica que a China ganha protagonismo na transição energética. Em 2024, o país investiu US$ 659 bilhões em energia limpa e deve responder por mais de 60% da capacidade renovável adicional instalada até 2030, ampliando seu domínio em patentes de solar, baterias e veículos elétricos.

Essa liderança chinesa aparece como fator decisivo na reorganização de cadeias de suprimentos e na concentração de inovação verde na região asiática, conforme o documento. O Brasil aparece apenas na menção aos biocombustíveis, com destaque para políticas públicas e infraestrutura flex-fuel que fortalecem o setor de primeira geração.

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