- A alta demanda por chips para IA pressiona a cadeia global, elevando custos de memória; a Nvidia passa a usar memórias LPDDR em GPUs voltadas à IA.
- Segundo especialistas, os preços de memória devem subir até trinta por cento no quarto trimestre de 2025, com novo aumento de vinte por cento no início de 2026.
- A escalada impacta smartphones e notebooks, com fabricantes sinalizando reajustes de preço e ajustes de estoques, como Dell e Lenovo.
- A Xiaomi já sinalizou aumento relevante nos preços ao consumidor.
- Além do setor de consumo, automotivo, aeroespacial, defesa e industrial também podem ser afetados, com expectativa de duração de dois a três anos.
A demanda por chips voltados à IA pressiona cadeias globais de suprimentos e eleva custos de memória e componentes. Dispositivos como smartphones e notebooks devem ficar mais caros a partir de 2026, conforme projeções do setor.
A Nvidia, líder em GPUs para IA, passou a usar memórias LPDDR em alta escala. Essa mudança acende um choque de demanda, já que LPDDR era tradicionalmente destinada a smartphones premium. Especialistas destacam impacto relevante na cadeia de fornecimento.
Segundo a análise de mercado, os preços de chips de memória podem subir até 30% no quarto trimestre de 2025, com incremento adicional de 20% no começo de 2026. A maior parte desses componentes representa entre 10% e 25% do custo de celulares e PCs.
Fabricantes já sinalizam reajustes para consumidores. A Xiaomi indicou aumento de preços considerado relevante. A Dell descreveu o cenário como de custos sem precedentes, refletindo a alta de memória. A Lenovo, por sua vez, aumenta estoques em 50%.
A curto prazo, a pressão afeta também setores além de dispositivos de consumo, como automotivo, aeroespacial, defesa e indústria, que dependem das mesmas fábricas de chips. A expectativa é de que o impacto se estenda pelos próximos dois a três anos.
A análise aponta que, para atender a demanda de IA, gigantes de tecnologia investem bilhões em data centers, intensificando a disputa por componentes usados em armazenamento, como SSDs, diante de um mercado de HDDs saturado.
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