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Pobreza e extrema pobreza atingem menor nível da série do IBGE

Pobreza atinge menor nível desde 2012; em 2024, dez milhões e meio deixaram a pobreza, renda média subiu para R$ 2.017 e Gini caiu para 0,504

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  • Entre 2023 e 2024, a extrema pobreza caiu de 4,4% para 3,5% (1,9 milhão de pessoas a menos) e a pobreza de 27,3% para 23,1% (8,6 milhões a menos).
  • A renda média per capita subiu para R$ 2.017 em 2024, o maior da série histórica iniciada em 2012, quando era R$ 1.697.
  • O Índice de Gini recuou para 0,504 em 2024, o menor nível desde o início da série.
  • Em 2024, 10,5 milhões de brasileiros deixaram a pobreza ou extrema pobreza; 11,9% dos trabalhadores estavam na condição de “working poor” e 0,6% dos ocupados eram extremamente pobres.
  • A região Nordeste concentrou 39,4% da população abaixo da linha de pobreza, com as menores taxas de pobreza extrema observadas no Sul e Centro-Oeste (1,5% e 1,6%, respectivamente).

Entre 2023 e 2024, o Brasil registrou os menores níveis de pobreza desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2024 aponta queda de 0,9 ponto percentual na extrema pobreza, de 4,4% para 3,5%, equivalente a 1,9 milhão de pessoas a menos. A pobreza tradicional caiu de 27,3% para 23,1%, reduzindo o contingente em 8,6 milhões de brasileiros.

O rendimento médio per capita subiu para R$ 2.017 em 2024, o maior da série, que começava em 2012 com R$ 1.697. A maior melhoria ocorreu entre os 10% mais pobres, com alta de 13,2% no ano. O Índice de Gini caiu de 0,517 em 2023 para 0,504 em 2024, atingindo o menor valor desde o início da série. Em 2024, 10,5 milhões de pessoas deixaram a pobreza ou extrema pobreza.

Região e perfil de desigualdade

A Nordeste concentra 39,4% da população abaixo da linha de pobreza, respondendo pela maior parcela entre as regiões. Sul e Centro-Oeste tiveram as menores taxas de extrema pobreza, em 1,5% e 1,6%, respectivamente. Trabalhadores pobres representaram 11,9% da população ocupada em 2024, e 0,6% dos trabalhadores estavam em condição de extrema pobreza. O estudo ressalta que o risco de pobreza é maior entre quem não trabalha.

Observações sobre políticas públicas

Programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Auxílio Brasil, tiveram papel fundamental na redução da pobreza em períodos específicos. Sem esses benefícios, a trajetória de pobreza poderia ter sido significativamente pior.

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