- A Terra Brasil Minerals busca atrair investidores para uma nova fase, com aporte de US$ 1 bilhão em projetos de terras raras e fertilizantes no Alto Paranaíba (MG).
- Cerca de dezoito empresas, de diferentes países, acessaram o data room criado há cerca de dois anos para formatar a transação com a Genial Investimentos.
- O projeto ganhou impulso por uma visão geopolítica global que valoriza terras raras, com interesse de representantes do governo dos Estados Unidos e possibilidades de joint venture ou aquisição parcial/completa.
- A empresa trabalha para obter a certificação canadense NI 43-101, prevista para janeiro, para facilitar captação de investimentos e abertura de capital.
- A Terra Brasil mantém uma reserva de rocha vulcânica kamafugito superior a três bilhões de toneladas, suficiente para cerca de cinquenta anos de produção, com parte dos recursos destinados a instalações de processamento.
A Terra Brasil Minerals pretende atrair US$ 1 bilhão para uma nova fase de projetos de terras raras e fertilizantes na região do Alto Paranaíba, entre Patos de Minas e Presidente Olegário (MG). O processo, que já está em andamento há cerca de dois anos, envolve um data room com apoio do Genial Investimentos e já mobilizou cerca de 18 empresas de diversos países. Informações sobre o interesse internacional chegaram também a representantes do governo dos EUA.
O plano prevê investimentos para desenvolvimento e operações, com parte dos recursos destinados a plantas de processamento. Há expectativa de uma joint venture ou aquisição parcial/completa por investidores, mantendo a Terra Brasil como possível operadora, sócia ou parceira. A certificação NI 43-101, prevista para janeiro, facilitará captação de recursos e eventual abertura de capital no Canadá.
A reserva de kamafugito da empresa supera 3 bilhões de toneladas, com potencial de produção estimado em cerca de 50 anos. A produção de terras raras no Brasil foi residual em 2024, somando 20 toneladas, frente a uma oferta global de 390 mil toneladas. Do montante total, US$ 500 milhões deverão ir para terras raras; o restante, para fertilizantes, com alta demanda no mercado doméstico.
Fluxo de investimento internacional
Representantes de EUA, Reino Unido, Austrália e China já demonstraram interesse no projeto, conforme Eduardo Duarte, presidente da companhia. A participação de organismos norte-americanos aumentou a busca por informações junto ao Genial Investimentos, segundo Duarte. O Brasil é visto como possível polo estratégico, diante da busca por fontes de terras raras fora da China.
Desafios de financiamento
Especialistas apontam gargalos para financiamentos de projetos de terras raras no Brasil, com garantias financeiras limitadas. Apesar de avanços institucionais, o mercado ainda depende de fontes externas para viabilizar a escala. Executivos do setor destacam que o momento de maior necessidade de recursos coincide com menor oferta de crédito.
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