- Um autorretrato em miniatura de Frida Kahlo, com cerca de 5 cm, está à venda por 15 milhões de dólares na Weinstein Gallery, em Art Basel Miami Beach, possivelmente pela primeira vez no evento.
- A peça permanece sem venda até o momento, acompanhada de dois desenhos similares a 950 mil dólares cada.
- A venda recente da artista quebrou recorde para mulher artista: El sueño (La cama), de 1940, foi vendida por 54,7 milhões de dólares na Sotheby’s, em Nova York.
- O mercado de Kahlo tem crescido, com cerca de 150 pinturas conhecidas e várias obras já em coleções públicas, elevando os preços para igualar artistas homens.
- O autorretrato em miniatura foi adquirido pela Weinstein em 2011 na Sotheby’s, pouco depois de não ter sido vendido em leilão com estimativa entre 800 mil e 1,2 milhão de dólares.
Uma autêntica peça de Frida Kahlo, de apenas 5 cm, está à venda por US$ 15 milhões na Art Basel Miami Beach, na Weinstein Gallery de San Francisco. O item é o único entre 55 autorretratos da artista que não é em tamanho grande, chamando atenção pelo formato compacto. O negócio ainda não foi fechado.
O autorretrato em miniatura, datado por volta de 1938, foi adquirido pela Weinstein em 2011 na Sotheby’s New York, após não ter arremate na faixa estimada de US$ 800 mil a US$ 1,2 milhão. Em leilões anteriores, a obra já havia sido vendida, pela Sotheby’s, em 2000, por US$ 225.750.
Mercado em ascensão. Recentemente, Kahlo quebrou o recorde de venda de uma mulher artista ao alcançar US$ 54,7 milhões com El sueño (La cama), na Sotheby’s New York. A obra retrata um momento íntimo e traz na parte de verso uma dedicatória a Bartoli, amante do período final de Kahlo.
Contexto do leilão e da galeria
A Weinstein Gallery destacou que a peça mede 5 cm e permanece sem venda até o momento, acompanhada de dois desenhos similares a US$ 950 mil cada. O leilão ocorre num dos maiores eventos de arte do ano, com Kahlo em foco pela valorização de obras de artistas femininas.
Quem apresenta a pequena obra é a Weinstein, que também exibe outros trabalhos de Kahlo e de artistas femininas surrealistas em ascensão, como Leonora Carrington e Leonor Fini. A galeria afirma ter construído relevância no mercado ao longo de 25 anos de atuação.
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