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China registra superávit de US$ 1 trilhão, mesmo recuo das exportações aos EUA

China registra superávit comercial acima de US$ 1 trilhão em novembro, com exportações +5,9% e queda de 28,6% para os EUA, reforçando a reorientação externa

Xi Jinping, o presidente da China. Foto: Ludovic MARIN / POOL / AFP
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  • O superávit comercial anual da China ultrapassou pela primeira vez a casa de US$ 1 trilhão em novembro, segundo dados oficiais.
  • As exportações chinesas cresceram 5,9% em novembro, acima da previsão de 4%.
  • As exportações para os Estados Unidos caíram 28,6% em novembro, totalizando US$ 33,8 bilhões (R$ 184 bilhões).
  • Vendas para o resto do mundo cresceram, ajudando a compensar a queda nas exportações para os EUA.
  • As importações aumentaram 1,9% em novembro, abaixo do esperado pela Bloomberg.

Em novembro, o superávit comercial da China superou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão, segundo dados oficiais da Administração Geral das Alfândegas. O excedente foi registrado ainda que as exportações tenham recuado na comparação com outubro de 2018.

As exportações chinesas cresceram 5,9% em novembro em relação ao mesmo mês do ano anterior, acima das previsões de 4% compiladas pela Bloomberg. Em outubro, as exportações haviam caído 1,1%.

Apesar da queda de 28,6% nas vendas para os Estados Unidos, o desempenho externo permaneceu robusto devido ao aumento das remessas para o resto do mundo. Em novembro, as exportações para os EUA somaram US$ 33,8 bilhões (≈R$ 184 bilhões).

Desaceleração nos EUA e reorientação do comércio

A supervisora alfandegária destacou que a frustração observada nas exportações para os EUA foi compensada pela demanda de outros mercados, ajudando a manter o saldo positivo. Analistas apontam que a ajuda pode vir da maior competitividade de preços chineses.

A nota de especialistas indica ainda que as exportações podem seguir resilientes, apoiadas pela reorientação do comércio e pela redução da taxa de câmbio real, influenciada pela pressão deflacionária. Demanda externa continua sendo suporte importante para a economia chinesa.

As importações, por sua vez, avançaram 1,9% em novembro, desacordando com as expectativas de 3% previstas pela Bloomberg. O resultado reforça a visão de demanda externa como motor dominante do comércio.

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