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Haddad afirma aporte aos Correios ficar abaixo de R$ 6 bilhões

Aporte do Tesouro aos Correios ficará abaixo de R$ 6 bilhões; governo avalia empréstimo entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, ainda em negociação e condicionado ao plano de reestruturação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Diogo Zacarias/MF
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  • O ministro da Fazenda sinalizou que o aporte do Tesouro aos Correios ficará abaixo de R$ 6 bilhões e pode vir acompanhado de um empréstimo, ainda neste ano.
  • Há espaço fiscal em 2025 para o apoio, mas a decisão não está tomada e tudo depende de um plano de reestruturação da empresa.
  • O governo avalia liberar um empréstimo entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões para reduzir juros, após o veto inicial ao pedido de R$ 20 bilhões.
  • A forma de viabilizar o recurso envolve crédito extraordinário ou Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN), ainda em avaliação pela equipe econômica.
  • O ministro Haddad se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para alinhar projetos antes da votação do Orçamento de 2026.

O Tesouro Nacional pode não chegar aos R$ 6 bilhões inicialmente cogitados para socorrer os Correios, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo avalia reforçar o caixa da empresa por meio de aporte aliado a um empréstimo, com a decisão ainda sem definição.

Haddad ressaltou que há espaço fiscal em 2025 para um aporte, mas sem confirmação. O ministro disse que qualquer ajuda está condicionada a um plano de reestruturação da estatal, que precisa ser implementado. O valor exato e as condições devem ser definidos pelas equipes técnicas.

Além da injeção direta, o governo analisa oferecer aval para um empréstimo aos Correios. A proposta, que pode ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, visa reduzir o custo financeiro com juros. A negociação enfrenta entraves com os bancos, mas pode ter avanço ainda neste ano.

O tema ganhou impulso após o Tesouro ter negado um pedido de R$ 20 bilhões feito pela empresa. A ideia é viabilizar crédito com condições mais favoráveis, mantendo o foco na reestruturação da estatal. A possibilidade de empréstimo não exclui o aporte direto.

Contorno político e agenda de 2026

Haddad participou de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, na residência oficial da Câmara, por cerca de quatro horas. O encontro tratou de projetos para serem aprovados antes da votação do Orçamento de 2026, prevista para a próxima semana. A negociação com o Legislativo permanece em curso.

O governo busca alinhamento entre o apoio financeiro aos Correios e a agenda fiscal para 2025 e 2026. A ideia é destravar a situação da estatal sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. As informações indicam que as tratativas seguem em andamento, com decisões ainda pendentes.

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