- Ofgem propõe desligar remotamente o medidor para o modo pré-pago quando o ocupante anterior se muda, deixando £30 de crédito ao novo morador e sem abrir nova conta imediatamente.
- Esse crédito dura cerca de quatorze dias; após esse período, a casa ficaria sem luz se não houver criação de nova conta com fornecedor de energia.
- As propostas fazem parte de uma consulta que vai até o próximo ano.
- O regulador aponta dívida energética recorde de cerca de £4,5 bi e que, em média, moradores demoram setenta dias para abrir uma conta após a mudança, o que gera dívidas e custos imprevistos.
- Entre 1,9 milhão de contas foram fechadas nos últimos cinco anos, com £240 milhões em créditos não reclamados; há orientação para que quem se mudou recentemente verifique se tem ressarcimento.
O regulador britânico Ofgem apresentou propostas para reduzir a dívida de energia, prevendo mudanças no desligamento remoto de medidores e crédito inicial para o novo ocupante. A ideia é evitar que moradores sejam surpreendidos por contas altas ao mudar de endereço, em meio a dívida histórica de quase £4,5 bilhões.
Segundo o planejamento, os medidores de energia poderiam ser colocados automaticamente no modo de pré-pago quando o morador anterior se muda. O novo ocupante receberia £30 de crédito para iniciar o serviço, sem abrir uma nova conta imediatamente. Após o uso desse crédito, cerca de 14 dias depois, o ocupante ficaria sem luz caso não tenha providenciado uma conta.
A proposta faz parte de um esforço da Ofgem para enfrentar as dívidas não pagas, que aumentaram significativamente desde o início da crise energética em 2021. A consultota segue até o próximo ano para ouvir consumidores, fornecedores, associações e entidades de apoio.
Contexto financeiro e impactos
- A dívida energética do Reino Unido atinge recorde de cerca de £4,5 bilhões.
- Moradores demoram em média cerca de 70 dias para abrir uma conta depois de se mudarem.
- Entre as contas fechadas nos últimos cinco anos, há aproximadamente £240 milhões em créditos não reclamados.
- As dívidas não pagas elevam em média £52 por ano cada conta na tarifa, ajudando a cobrir custos históricos do setor.
O regulador destaca a necessidade de reformar o processo de mudança residencial para reduzir dívidas e impactos aos consumidores. Charlotte Friel, diretora da Ofgem, reforçou que a reforma é para impedir o acúmulo de dívidas e aliviar o peso sobre famílias e sobre o setor. A Ofgem convoca grupos de consumidores, fornecedores e entidades de caridade a apresentarem comentários durante a consulta.
Notas sobre a implementação
- A consulta está aberta até o próximo ano, com participação de diferentes atores do setor.
- A mudança não depende de uma nova legislação imediata, mas de ajustes regulatórios e acordos com fornecedores.
- A meta é evitar que a dívida se consolide durante a transição de moradia, com foco na prevenção de custos inesperados.
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