- A Shell pretende vender 20% do complexo Gato do Mato para financiar o desenvolvimento offshore de múltiplos bilhões de dólares, com início de produção previsto para 2029 e capacidade de 120 mil barris por dia.
- A empresa adquiriu a participação da TotalEnergies no complexo neste ano por meio de uma troca de ativos, mantendo-se como operadora.
- A decisão final de investimento para o Gato do Mato foi tomada em março.
- O complexo Gato do Mato é visto como crucial para manter a Shell entre os maiores produtoras de petróleo do Brasil, e a Ecopetrol também tem participação no projeto.
- O Parque das Conchas, único campo brasileiro sob controle operacional da Shell, já opera com cerca de 30 mil barris por dia; a Shell ampliou presença em dois campos no leilão da semana passada.
A Shell anunciou a venda de 20% do complexo de campos Gato do Mato no Brasil para financiar o desenvolvimento offshore multibilionário. A produção está prevista para 2029, alcançando 120 mil barris por dia. A empresa continua operadora de parte dos ativos, mantendo posição entre os maiores produtores locais.
Fontes familiarizadas com o processo afirmam que a transação complementa a compra anterior da TotalEnergies, feita neste ano via troca de ativos. A decisão final de investimento foi tomada em março, após custos crescentes e atrasos prolongados no projeto.
A operação ocorre em um contexto de atuação da Shell no pré-sal, onde detém participações minoritárias e ampliou presença recentemente em dois campos em leilão. O Ecopetrol também participa do complexo Gato do Mato. O Parque das Conchas permanece como único campo ativo sob controle da Shell, com produção em torno de 30 mil barris por dia.
Detalhes do negócio e próximos passos
A Shell não comentou se busca um parceiro para o Gato do Mato. Informações públicas indicam que a busca por financiamento busca sustentar o projeto sem abrir mão da operação atual. O objetivo é manter a posição da empresa entre os maiores produtores do Brasil.
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